A condenação da técnica de enfermagem Rejane Mendes da Silva a 24 anos de prisão pelo assassinato do empresário José Paulo Couto voltou a repercutir em todo o Tocantins e reacendeu o debate sobre um dos crimes mais chocantes registrados nos últimos anos em Araguaína.
O caso ganhou grande repercussão pela brutalidade dos fatos e pelos detalhes revelados durante as investigações. Segundo o Ministério Público, o crime ocorreu em julho de 2025, após um desentendimento envolvendo o fim do relacionamento entre a acusada e o empresário, além da redução da ajuda financeira que ele costumava repassar mensalmente. As investigações apontaram que José Paulo pretendia encerrar a relação e diminuir os valores destinados à manutenção das despesas de Rejane, situação que teria motivado a discussão que culminou no homicídio.
Durante o processo, a acusação sustentou que o empresário foi morto de forma cruel, sem possibilidade de defesa. A Polícia Civil concluiu que a vítima foi amarrada, agredida e morta por asfixia mecânica, apresentando ainda lesões provocadas por arma branca. Após o crime, pertences do empresário teriam sido levados e o veículo utilizado para auxiliar na ocultação dos vestígios.
As investigações também apontaram a participação da irmã de Rejane, Lindiana Mendes da Silva, na ocultação do cadáver. Conforme os autos, o corpo de José Paulo foi transportado e abandonado sob uma ponte em Araguaína, onde acabou sendo localizado após denúncia anônima.
O julgamento pelo Tribunal do Júri ocorreu após a Justiça entender que havia provas suficientes para levar as acusadas a julgamento popular. Ao final da sessão, os jurados reconheceram a responsabilidade de Rejane pelo homicídio, resultando na condenação a 24 anos de prisão. Já a irmã foi condenada por participação na ocultação do corpo.
A decisão encerra uma das etapas mais importantes do caso, que provocou forte comoção social em Araguaína e em diversas cidades do Tocantins. A defesa ainda poderá recorrer da sentença dentro dos prazos previstos pela legislação.





