“Nem sempre pensamos da mesma forma sobre muitos temas, mas é muito útil debater” antes do G20, disse o chefe de Estado francês, um fervoroso defensor do multilateralismo, em um vídeo publicado no TikTok no sábado.
Milei, cético em relação ao aquecimento global, retirou na quarta-feira a delegação de seu país da conferência sobre mudanças climáticas da ONU (COP29) em Baku e especula-se sobre sua possível saída do Acordo Climático de Paris, algo que Trump fez durante seu primeiro mandato (2017-2021).
Antes de se reunir novamente com Milei na Casa Rosada neste domingo, Macron e sua esposa Brigitte prestarão homenagem a quase 20 franceses desaparecidos e assassinados durante a ditadura (1976-1979) e depositarão uma coroa de flores ao pé da Igreja da Santa Cruz, um memorial da resistência.
Em dezembro de 1977, 12 pessoas, entre elas várias fundadoras das Mães da Praça de Maio e as freiras francesas Léonie Duquet e Alice Domon, foram sequestradas, torturadas, assassinadas e jogadas ao mar após se reunirem nesta igreja.
Milei, assim como sua vice-presidente, Victoria Villaruel, que vem de uma família militar, foram acusados de revisionismo por organizações de defesa dos direitos humanos.
Ambos defendem a teoria de que este episódio da história argentina foi uma guerra em que ambas as partes tiveram igual responsabilidade e relativizam o número de desaparecidos, que calculam em menos de 9.000, em vez dos 30.000 de consenso até agora.





