violência contra a mulher
calendar_month
18/03/2026
Cerca de 250 alunos da Escola de Tempo Integral (ETI) Almirante Tamandaré, na região sul de Palmas, participaram, nessa terça-feira, 17, da ação educativa do projeto “Anjos da Guarda”, promovida pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO). A iniciativa, coordenada pelo Núcleo de Gênero (Nugen), tem como foco orientar jovens sobre a prevenção da violência contra a mulher e incentivar a construção de relações baseadas no respeito e na igualdade.
Durante o encontro, os estudantes receberam informações sobre os diferentes tipos de violência doméstica e familiar, além de orientações sobre direitos, formas de denúncia e medidas protetivas previstas na legislação brasileira.
A atividade foi conduzida pela psicopedagoga do Nugen Leila Lopes com apoio da pedagoga Bruna Resplandes, que destacou a importância do debate no ambiente escolar. “Falar sobre a Lei Maria da Penha é ensinar que a violência não é normal, não é justificável e não deve ser silenciada. É fortalecer meninas para reconhecerem seu valor e seus direitos, e sensibilizar meninos para a construção de masculinidades saudáveis, baseadas no respeito e na empatia”, afirmou Bruna Resplandes.
Jovens compartilham reflexões
Entre os estudantes, a ação também gerou reflexões sobre comportamento, respeito e responsabilidade nas relações. O aluno Caetano Araújo Souza Ramos, de 13 anos, ressaltou a importância do aprendizado. “Eu entendi que o respeito precisa estar presente em todas as relações. Como homens, devemos agir com responsabilidade, carinho e consciência, valorizando e protegendo as mulheres. Também aprendemos que a violência doméstica é uma realidade grave e que precisa ser combatida por todos nós”, disse.
Outra estudante, Rafaela Alencar Casimiro, também de 13 anos, destacou o impacto das informações apresentadas. “Essa palestra foi muito importante porque mostra uma realidade que ainda acontece com muitas mulheres. A violência doméstica não é amor, é o contrário disso. Amor é cuidado, é apoio. Muitas vítimas têm medo de denunciar, mas é essencial buscar ajuda e não se calar”, enfatizou.
A ação integra uma série de atividades do projeto “Anjos da Guarda”, que busca levar informação e conscientização a estudantes da rede pública, promover o diálogo sobre temas sensíveis e contribuir para a formação de jovens mais conscientes.
Texto: Lidiane Moreira/Dicom MPTO
Notícias Relacionadas Leia mais


