O levantamento leva em consideração informações repassadas pelas polícias Civil e Militar de todos os estados e Distrito Federal, Ministérios Públicos, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e outros órgãos, com base nos anos de 2022 e 2023.
Uma das estatísticas que cresceram no Tocantins foram as relacionadas com crimes cibernéticos. Os números relacionados a estelionato e estelionato por meio eletrônico somam 14.365 em 2022 e 15.839 em 2023.
Para o primeiro tipo de estelionato, foram 11.287 e aumentou para 11.796 no período, cerca de 4,5%. Para o crime na forma cibernética, o aumento representou 31,4%, sendo 3.078 em 2022 e 4.043 em 2023.
Registros de injúria racial e racismo tiveram aumento no período do levantamento nacional. Para racismo por homofobia ou transfobia, houve menos casos registrados pelas autoridades competentes.
Na injúria racial, foram dois casos levados à polícia, contra 20 em 2023. Para racismo, houve 30 ocorrências, que aumentaram para 37 no ano passado.
Casos de homofobia ou transfobia foram três em 2022 e um em 2023. Lesão corporal dolosa contra população LGBTQI+ também subiu 83,3%, passando de 18 para 33 no ano passado.
Homicídios e feminicídios
Crimes contra mulheres tiveram dados especificados no Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Os homicídios da população feminina permaneceram com 36 registros nos dois anos citados. Mas os qualificados como crime de feminicídio subiram de 14 para 18.
Já os números relacionados à violência doméstica – ou lesão corporal dolosa nesse contexto – também são altos. Em 2022, 1.984 chegaram até as autoridades e no ano passado, foram 2.252. Isso representa um aumento de 13,5%.
As medidas protetivas distribuídas pela Justiça para a proteção de mulheres que sofreram violência doméstica pularam de 4.691 para 5.649, ou seja 20,4% a mais em dois anos.
As ameaças contra mulheres aumentaram de 6.321 para 7.537, 19,2% de aumento no período.
Também chama a atenção os registros de perseguição, o chamado stalking e violência psicológica cometidos contra mulheres no Tocantins. Em 2022, 443 vítimas registraram ocorrências e em 2023, houve 615 casos de stalking, aumento de 38,8%.
O aumento nos registros de violência psicológica contra mulheres foi mais tímido, mas pularam de 435 para 471, 8,3% a mais.
Em um panorama nacional com relação ao perfil das vítimas, 66,3%das mulheres vítimas de feminicídio eram negras e 35,8% brancas no ano de 2023. A maioria também tinha idades entre 18 e 24 anos.
Mesmo com altas taxas, os casos de estupros e estupros de vulneráveis tiveram redução no estado. De 162 casos de estupro em 2022, no ano seguinte o dado caiu para 148. Quanto aos estupros de vulneráveis, foram 814 contra 777 nos dois anos citados.
Já os dados de assédio sexual caíram de 68 para 62. Em compensação a importunação sexual pulou de 197 para 238, ou seja, 20,8% a mais.
Mortes violentas intencionais entre 2022 e 2023, onde se enquadram vítimas de homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e mortes decorrentes de intervenções policiais em serviço e fora, totalizam 485 no primeiro ano e 448 no segundo, uma redução de 7,6%.
Confira os números para os tipos de crimes incluídos como mortes violentas:
Mortes violentas entre 2022 e 2023
| TIPO | 2022 | 2023 |
| Homicídio doloso | 428 | 380 |
| Latrocínio | 20 | 19 |
| Lesão corporal seguida de morte | 3 | 6 |
| Morte em decorrência de intervenção policial | 34 | 43 |
| Policiais vítimas de crimes violentos letais | 5 | 0 |
As tentativas de homicídio tiveram uma redução de 8,3%. Foram 411 em 2022 e 377 no ano passado.
Os casos de roubos e furtos de veículos no Tocantins também reduziram nos últimos dois anos. Quanto aos roubos, foram 418 em 2022 e 209 em 2023, uma redução de 52,5%.
Nos dados de furtos, que são bem mais elevados, ocorreram 1.499 no ano de 2022 e 1.014 no ano passado, 35,8% dentro do período.
A redução também aconteceu nos registros de roubo e furto de celulares. No ano de 2022 foram 1.833 casos de roubo contra 1.056 no ano seguinte, ou seja, menos 42,4%. Para furtos, o número caiu de 3.430 para 2.750, que significa uma redução de 19,8%.
Conforme o anuário, o Tocantins é o estado com a menor proporção deste tipo de crime em via pública. Mesmo ainda assim foi o local citado em 57,2% dos casos.
A pornografia infanto-juvenil teve mais registros quando envolve a faixa etária de 10 a 17 anos. Nos registros com vítimas de 10 a 13 anos, foram quatro casos de 2022 e 11 em 2023. De 14 a 17 anos, o número passou de 3 para 10 casos registrados pelas autoridades.
No total, englobando as idades de crianças e adolescentes, de 0 a 17 anos, o aumento entre o período é de sete para 29 casos, uma variação de 314,3%.
Já as mortes violentas intencionais de crianças e adolescentes de 0 a 17 anos no Tocantins teve redução. Foram 24 casos contra 22 no período do levantamento.


