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18/08/2026
Após a primeira fase de votação, os projetos seguem para análise que definirá a ordem das iniciativas selecionadas em cada subcategoria [Foto: Dicom MPTO] Três soluções desenvolvidas pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO) para antecipar riscos, combater queimadas e integrar sistemas estão entre as 94 iniciativas que avançaram para a segunda fase do Prêmio CNMP 2026. Ao todo, 789 projetos de unidades e ramos do Ministério Público brasileiro foram habilitados a concorrer à premiação neste ano.
Representam o MPTO nesta etapa os projetos Implementação da Metodologia de Análise de Risco dos Ativos Críticos do MPTO, Painel de Monitoramento de Queimadas Ilegais e Incêndios Florestais no Tocantins e Integrar-e.
As três iniciativas têm em comum o uso da tecnologia, da integração de informações e da análise de dados para tornar a atuação institucional mais eficiente, seja na atividade finalística, seja na área administrativa.
Segurança institucional com decisões baseadas em dados
A Implementação da “Metodologia de Análise de Risco dos Ativos Críticos do MPTO” concorre na categoria Atuação Finalística do Ministério Público, na subcategoria Governança, Transparência e Controle Interno do Ministério Público.
Desenvolvida pelo Núcleo de Inteligência e Segurança Institucional do MPTO, a iniciativa criou uma metodologia para identificar e acompanhar riscos que podem afetar áreas e recursos estratégicos da instituição. A ferramenta reúne e analisa dados, permitindo visualizar os riscos em painéis e apoiar a tomada de decisões.
Tecnologia para prevenir e combater queimadas
Também na categoria “Atuação Finalística está o Painel de Monitoramento de Queimadas Ilegais e Incêndios Florestais no Tocantins”, inscrito na subcategoria Atuação do Ministério Público na Promoção e Universalização do Saneamento Básico.
A iniciativa utiliza a plataforma digital “Contra Fogo”, desenvolvida pelo MPTO para monitorar queimadas e incêndios florestais. A ferramenta reúne dados de satélites e informações do Cadastro Ambiental Rural (CAR), Unidades de Conservação e Terras Indígenas, possibilitando identificar focos de queimadas, áreas críticas e possíveis responsáveis.
O sistema também gera alertas e fornece informações que auxiliam a atuação do MPTO e dos órgãos responsáveis pela fiscalização e pelo combate aos incêndios. Participam da iniciativa, além do Ministério Público, o Corpo de Bombeiros Militar, a Defesa Civil, órgãos ambientais e a sociedade civil.
Entre os resultados registrados estão a redução do tempo de resposta aos focos de queimadas, a ampliação da identificação de áreas e responsáveis e uma maior integração entre os órgãos de resposta. Levantamento realizado no âmbito do projeto também identificou mais de 300 imóveis rurais reincidentes na prática de queimadas em um período de três anos.
Integração de sistemas facilita rotina de trabalho
Na área administrativa, o MPTO é semifinalista com o “Integrar-e”, que concorre na subcategoria Tecnologia da Informação.
A solução foi desenvolvida para facilitar o acesso dos integrantes do MPTO aos diferentes sistemas utilizados na rotina de trabalho. Em uma única interface, o Integrar-e vai reúnir sistemas como Eproc, E-ext, SEEU, RAF e PJe, reduzindo a necessidade de alternar entre diferentes plataformas.
Entre os resultados apresentados pelo projeto estão a criação de uma plataforma de acesso unificado, maior flexibilidade para adequar o sistema às necessidades do MPTO e a redução do tempo de navegação entre diferentes plataformas. A solução foi desenvolvida com mão de obra do próprio Ministério Público, sem custos adicionais para a instituição.
Próxima fase
A relação das 94 iniciativas semifinalistas foi divulgada pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) nesta segunda-feira, 17. Agora, os projetos passam por uma nova etapa de julgamento, que definirá a classificação das iniciativas em cada subcategoria, do primeiro ao quinto lugar.
Ao final dessa avaliação, três iniciativas de cada categoria e subcategoria serão selecionadas como finalistas. A divulgação está prevista para 4 de setembro.
A classificação definitiva será conhecida em 11 de novembro, durante a cerimônia do Prêmio CNMP 2026, na sede do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), em Brasília.
Prêmio CNMP
O Prêmio CNMP reconhece programas e projetos desenvolvidos por membros e servidores do Conselho Nacional do Ministério Público e do Ministério Público brasileiro que se destacam pelo alinhamento ao Plano Estratégico Nacional do Ministério Público (PEN-MP) e ao Plano Nacional de Atuação Estratégica (PNAE), contribuindo para o aperfeiçoamento da atuação ministerial.
Em 2026, a premiação está estruturada em três categorias: Atividade Finalística do Ministério Público, Atividade Administrativa e Categoria Especial.
As iniciativas inscritas também integram o Banco Nacional de Projetos, ferramenta destinada ao compartilhamento de boas práticas entre as unidades e os ramos do Ministério Público brasileiro, permitindo que experiências bem-sucedidas sejam conhecidas, aperfeiçoadas e replicadas em todo o país.
Mais informações sobre o Prêmio CNMP 2026, incluindo o regulamento, as orientações para inscrição e o detalhamento das categorias, estão disponíveis na página oficial do Prêmio CNMP 2026.
Confira a relação das iniciativas semifinalistas (acesse “Iniciativas semifinalistas da Edição 2026 do Prêmio CNMP”)
Calendário do Prêmio CNMP
Regulamento do Banco Nacional de Projetos e do Prêmio CNMP
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