O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Seagro), e prefeitura de Divinópolis, em parceria com as empresas, Sabores ancestrais, Carne de Jaca Startup e Rede Transformar, promovem a oficina de beneficiamento de carne de jaca verde.
As oficinas, ministradas em quatro módulos, tiveram início na manhã da última quarta-feira, 17, e capacitaram mulheres agroextrativistas no processamento da carne de jaca verde e em boas práticas de manipulação de alimentos, unindo conteúdos teóricos e práticos. As atividades seguem até a tarde desta quinta-feira, 18, no Centro de Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos em Divinópolis, região central do estado.
Quinta-feira
Nesta quinta-feira, 18, as atividades estão concentradas no preparo do hambúrguer de jaca, com orientações detalhadas sobre cada etapa do processo até o consumo final. Na sequência, ocorre a produção de receitas como tortas, pastéis, farofa e outros produtos oriundos do beneficiamento da fruta.
Abrangência
As oficinas também contemplam o repasse de conhecimentos sobre boas práticas de rotulagem e armazenamento de alimentos, abordando temas como rotulagem, formação, transparência e valorização do produto; embalagem, proteção, apresentação e segurança; vida útil, controle de qualidade e comercialização de produtos naturais processados.
A engenheira agrônoma da Seagro, Francisca Marta Barbosa, explicou que a ação fortalece a parceria com o projeto Sabores Ancestrais e reconhece a importância das mulheres agroextrativistas no processo de aprendizagem e geração de conhecimento. “É uma fruta que elas já conhecem e possuem em seus quintais. Com a oficina, aprendem novas formas de produzir alimentos a partir da jaca, como carne vegetal, pastel e hambúrguer, gerando renda e promovendo o desenvolvimento sustentável baseado no tripé social, econômico e ambiental”, ressaltou.
A engenheira agrônoma e ministrante da oficina pela empresa Sabores Ancestrais, Luciana Lucena, ressaltou que, em muitas comunidades, a jaca foi e continua sendo símbolo de fartura, sobrevivência e criatividade. “Versátil, nutritiva e abundante, a jaca aparece em preparos doces e salgados, substituindo carnes e servindo de base para farinhas, fermentações e inúmeras técnicas caseiras. Com o tempo, deixou de ser apenas uma fruta de quintal e passou a ser reconhecida como ingrediente estratégico para a gastronomia regional e para a geração de renda”, enfatizou.
A participante da oficina, Ailana Carvalho, destacou os benefícios da capacitação para as mulheres do campo. “A jaca é uma fruta muito comum na nossa região, e essa oficina é uma grande oportunidade para aprendermos diferentes práticas de processamento. Isso contribui diretamente para a melhoria da qualidade de vida e para a geração de renda das mulheres agroextrativistas”, finalizou.
Edição: Larissa Mendes


