Em plena reta final dos trabalhos, a CPI Mista do INSS aprovou requerimentos para ouvir o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ex-presidente do BC, Roberto Campos Neto. Também foi aprovado o pedido para que outra CPI, a do Crime Organizado, compartilhe os dados que tem sobre a quebra dos sigilos de Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Master.
Os parlamentares ainda tomaram o depoimento de Artur Azevedo, do Banco C6 Consignado. O INSS identificou mais de 300 mil contratos com cobranças indevidas associada a uma espécie de “Clube de Benefícios”, com valores de até R$ 500, e proibiu a instituição de oferecer novos empréstimos consignados a aposentados e pensionistas. A suspensão deve continuar até que os valores cobrados indevidamente sejam restituídos e devidamente corrigidos. Aos parlamentares, Artur Azevedo negou as acusações.
“Nunca houve venda casada ou qualquer tipo de irregularidade. Jamais cobramos tarifa de abertura de crédito ou seguro prestamista, que sabemos ser vedados pela Instrução Normativa nº 138, em seu artigo 12. Reforço: o C6 sempre atuou dentro das regras estabelecidas pelo INSS, pelo Banco Central e pela legislação brasileira. Discordamos veementemente da decisão do INSS, porque temos a convicção que não praticamos nenhuma irregularidade.”
A CPI está no fim dos trabalhos. Mesmo assim, ainda terá reunião deliberativa na próxima segunda-feira (23). O grupo também pretende ouvir Martha Graeff, ex-noiva de Daniel Vorcaro. A previsão é de leitura do relatório na quarta (25), com votação na quinta-feira (26).


