Organização criminosa foi alvo de uma ação da Polícia Civil, que prendeu um suspeito e apreendeu 22 aparelhos
Celulares e tablet que foram apreendidos na operação — Foto: Reprodução da TV Globo O esquema de venda de celulares roubados ou furtados com notas fiscais falsas que foi alvo de uma ação da Polícia Civil, na segunda-feira (dia 19), funcionava com uma estrutura na qual havia uma divisão de tarefas. Um dos núcleos era encarregado de emitir os documentos.
A investigação realizada por policiais da 16ª DP (Barra da Tijuca) descobriu como a organização criminosa atuava. Os celulares eram roubados ou furtados na Região Metropolitana. Em seguida, os aparelhos eram repassados para os responsáveis pela revenda dos telefones em plataformas digitais, onde eram anunciados por valores inferiores.
O esquema contava ainda com um núcleo que usava uma empresa de fachada para emitir notas fiscais falsas. Esses documentos eram utilizados para dar aparência de legalidade aos celulares roubados ou furtados. Por causa das notas, os compradores não tinham conhecimento da origem ilícita dos aparelhos.
— Grupo criminoso montou empresa e oferecia em grupos de aplicativo a comercialização dessas notas. Indivíduos que comercializavam aparelhos roubados pagavam de 20 a 30 reais para os representantes dessa empresa para que emitissem nota fiscal, tentando transformar aparelho produto de crime em aparelho de procedência lícita — explicou o delegado Neilson Nogueira à TV Globo.
A ação fez parte da Operação Rastreio. Policiais da 16ª DP foram às ruas para cumprir 10 mandados de busca e apreensão no Rio, em Nilópolis e em São Gonçalo. Todos os endereços eram ligados a investigados.
Segundo a polícia, só na casa de um dos alvos de mandado de busca e apreensão, foram apreendidos 14 aparelhos, sendo que dois eram roubados ou furtados. O homem foi preso em flagrante.
No total, foram apreendidos 22 telefones, um tablet e um notebook durante a ação. Todo o material foi encaminhado para análise.
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