Em nota, o escritório Moraes Advocacia Rural, que representa Renato, afirmou que a ação busca resguardar os direitos patrimoniais do cliente. Segundo a defesa, ele continua aberto ao diálogo e a um acordo entre as partes. O g1 procurou a defesa de Alexandre Pires, mas não recebeu resposta.
Cantor Alexandre Pires — Foto: Reprodução/TV Globo
Foi nesse contexto que a defesa de Alexandre Pires pediu que a tramitação ocorresse em segredo de justiça. O argumento apresentado foi que a exposição do caso poderia atingir a intimidade do artista e revelar informações relacionadas ao seu patrimônio.
Também alegou que os autos contêm materiais considerados sensíveis, como fotografias da residência, vídeos enviados ao Ministério Público e relatos de conflitos pessoais entre os envolvidos.
Ao analisar o pedido, a Justiça rejeitou a adoção de sigilo total. Na decisão, o magistrado afirmou que a repercussão pública do caso e o interesse da imprensa não são suficientes para justificar a restrição completa do acesso aos autos, mas permitiu que cantor peça proteção a documentos específicos considerados sensíveis.
Conflito entre empresários e acionamento do MPTO
A controvérsia envolve a venda de uma área de 1.866 hectares localizada na região do Matopiba. Segundo a defesa de Renato, ele apresentou a propriedade ao cantor antes da conclusão do negócio. Apesar disso, a venda teria sido fechada diretamente entre os outros dois empresários e Alexandre Pires.
Renato acionou a Justiça pedindo a anulação de um terço da venda. Em junho de 2026, o juiz determinou a inclusão de Alexandre Pires no processo por entender que uma eventual decisão sobre a validade do contrato poderia afetar diretamente o imóvel adquirido pelo cantor.
Fazenda fica na região sudeste do Tocantins — Foto: Arquivo pessoal
Em uma gravação feita em julho de 2026, uma caminhonete se aproxima e bate contra o portão de uma fazenda. Em seguida, dois homens descem do veículo, atravessam a cerca e entram na propriedade.
Renato também afirmou que máquinas agrícolas foram retiradas sem autorização e que 11 cabeças de gado foram soltas em direção a uma rodovia. Gabriel e Matheus, por sua vez, afirmam no processo que as máquinas e ferramentas pertenciam exclusivamente a eles e não faziam parte da sociedade.
Diante dos relatos de agressões e de possíveis crimes, a Justiça acionou o Ministério Público do Tocantins (MPTO) em agosto de 2026 para acompanhar e apurar o caso. Uma audiência de conciliação realizada em 27 de agosto terminou sem acordo.
Vídeo mostra confusão entre empresários — Foto: Reprodução





