Arkeem Sturgis perdeu o emprego durante a pandemia do COVID-19, em 2020, e sua família ficou sem teto
Junto com sua esposa e seis filhos, o cidadão americano criou seu próprio negócio na Flórida — Foto: Facebook/Arkeem Sturgis Arkeem Sturgis, um cidadão norte-americano de 33 anos, teve sua história de vida viralizada nos últimos dias, após ser retratada na revista americana “Fortune”. O homem é pai de seis filhos e fundador de uma empresa de serviços gerais, aquecimento e ar-condicionado, localizada em Jacksonville, Flórida. Em 2020, durante a pandemia do COVID-19, Sturgis foi demitido da empresa em que trabalhava e sua situação financeira piorou. Ele e sua família não tinham mais condições de arcar com as despesas de uma casa, por isso alternavam a estada entre hotéis, Airbnbs e casas de amigos que se solidarizavam com a situação.
Naquele momento de vulnerabilidade, Arkeem encontrou em um programa especial para filhos de veteranos (seu pai serviu na Marinha) uma oportunidade de reconstruir a sua história. Ele se matriculou no programa de carpintaria do Instituto de Construtores de Casas (HBI) e, depois, no programa de aquecimento, ventilação e ar-condicionado.
Sturgis começou pequeno na HBI, montando móveis e consertando torneiras com vazamento, enquanto trabalhava em turnos noturnos de dez horas em um depósito. “Chegou a hora em que eu trabalhava dez horas durante a noite, saía às sete da manhã, chegava ao trabalho às oito e trabalhava mais oito a dez horas”, disse ele.
Sturgis começou como aprendiz, e em 2024 sua vida teve uma guinada. Neste ano, ele voltou ao programa para finalizar o curso que havia iniciado e conheceu Steven Everitt, seu instrutor. Steven lhe deu um caminhão para que começasse a trabalhar com mais autonomia, e isso abriu portas para Arkeem. O negócio foi engrenando e o antigo pai desempregado começou a colher frutos com a empresa dele, que este ano deve ultrapassar o faturamento de U$ 100 mil (mais de R$ 500 mil)
Sturgis conta em entrevista à “Fortune” que está frustrado com a forma como o sistema falha em preparar as pessoas para as realidades da economia e não divulga as oportunidades disponíveis para trabalhadores como ele, que não são médicos, historiadores ou advogados.
Sturgis disse acreditar que, se as escolas pudessem capacitar a Geração Z, por exemplo, a enxergar as profissões “base” como um caminho para a independência, em vez de um recurso para pessoas mais “velhas”, mais pessoas as buscariam. “Quando você explica à geração mais jovem que é possível ganhar perto de seis dígitos em apenas alguns anos de trabalho em profissões que colocar a mão na massa é preciso, isso ‘desperta o interesse deles'”, explicou.
O homem contou que, entre tantas tentativas, erros, suor e lágrimas, conseguiu superar aquela realidade e reconhecer o quanto havia avançado em sua trajetória profissional.
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