Romina participa de uma expedição de observação de baleias, uma das primeiras realizadas no litoral de Niterói, região metropolitana do Rio. “O espetáculo é um privilégio gratificante”, diz a médica.
De um pequeno barco, o grupo tenta registrar com seus celulares os movimentos impressionantes desses mamíferos, que chegam a pesar 36 toneladas.
As baleias jubarte estão em todos os oceanos e mares do planeta e percorrem até 25.000 quilômetros por ano em suas migrações. No Brasil, elas podem ser vistas entre maio e novembro, antes de retornarem à Antártica para se alimentar, explica Thiago Ferrari, da ONG Amigos da Jubarte, que organiza expedições em parceria com a prefeitura de Niterói.
Além de apreciar o espetáculo, a ideia é conscientizar os turistas sobre a proteção dos oceanos e da fauna marinha.
Ferrari lembra que a espécie (Megaptera novaeangliae) quase foi extinta no fim da década de 1980, devido à caça. Mas graças à proibição em vários países do mundo, entre eles o Brasil, e aos esforços de várias ONG, a população cresceu para 30 mil indivíduos e reocupa áreas das quais havia desaparecido.
“Esses animais são importantes do ponto de vista educacional, turístico e científico. É uma espécie bandeira, ou espécie guarda-chuva, porque é um animal extremamente carismático, por meio do qual conseguimos fazer várias ações de conservação para outras espécies que compartilham o mesmo ecossistema”, explica Ferrari.


