Foi a primeira vez desde o início da guerra entre Israel e o Hamas que governos do Ocidente anunciam esse reconhecimento, um pleito histórico dos palestinos.
Com isso, Espanha, Noruega e Irlanda se unirão a uma lista de outros cerca de 142 países e um território, todos membros da ONU, que atualmente reconhecem a Palestina como um Estado independente (veja abaixo a lista completa).
A maioria deles faz parte da Liga dos Estados Árabes e do Movimento dos Países Não Alinhados, mas também há países ocidentais nessa lista, entre eles o Brasil.
Na Europa Ocidental, apenas a Suécia e a Islândia integravam a lista antes do anúncio desta terça — o governo sueco havia sido inclusive o único membro da União Europeia a declarar reconhecimento ao Estado palestino.
Já os Estados Unidos e aliados, como Japão, Reino Unido, Austrália e Canadá, não fazem parte da lista.
Apesar de defender a solução de dois Estados no Oriente Médio — o Palestino e o de Israel –, o governo norte-americano também mantém a posição de que essa questão deve ser resolvida apenas entre as partes envolvidas.
Nenhum dos integrantes do G7, grupo dos países mais industrializados do mundo (EUA, Canadá, França, Alemanha, Inglaterra, Itália e Japão, reconhecem o Estado da Palestina.
Até agora, a Organização das Nações Unidas (ONU) não reconhece plenamente a existência do Estado palestino. A Palestina tem o status de “Estado Observador Permanente” desde 2012, o que significa que o direito a participar dos debates e procedimentos da organização, mas não das votações.
Em 2011, a Autoridade Nacional Palestina (ANP) pediu formalmente à ONU que aceitasse a Palestina como Estado pleno, mas a votação ficou empacada no Conselho de Segurança, e a proposta acabou arquivada até abril deste ano, quando os palestinos enviaram uma nova solicitação à ONU, e o processo de votação foi reaberto.
Na votação seguinte, no entanto, que ocorreu na Assembleia Geral, a proposta foi aprovada e voltou para o Conselho de Segurança, onde os EUA devem novamente vetá-la.
Veja, abaixo, a lista de quem reconhece a Palestina como Estado:
- Brasil;
- Argentina;
- Uruguai;
- Paraguai;
- Chile;
- Venezuela;
- Colômbia;
- Bolívia;
- Peru;
- Equador;
- Guiana;
- Suriname;
- Costa Rica;
- Nicarágua;
- Honduras;
- El Salvador;
- Guatemala;
- Cuba;
- República Dominicana;
- Haiti;
- Granada;
- Antígua e Barbuda;
- Dominica;
- Santa Lúcia;
- Belize;
- São Vicente e Granadina;
- São Cristóvão e Neves;
- Suécia;
- Islândia;
- Vaticano;
- República Checa;
- Polônia;
- Eslováquia;
- Hungria;
- Croácia;
- Macedônia do Norte;
- Bósnia e Herzegovina;
- Albânia;
- Bulgária;
- Sérvia;
- Montenegro;
- Romênia;
- Belarus;
- Ucrânia;
- Chipre;
- Malta.
- Rússia;
- Georgia
- Azerbaijão;
- Cazaquistão;
- Tadjiquistão;
- Paquistão;
- Afeganistão;
- Turcomenistão;
- Uzbequistão;
- Quirguistão;
- Turquia;
- Mongólia;
- China;
- Coréia do Norte;
- Tailândia;
- Indonésia;
- Malásia;
- Brunei;
- Filipinas;
- Timor Leste;
- Papua Nova Guiné;
- Vietnã;
- Camboja;
- Nepal;
- Bangladesh;
- Índia;
- Sri Lanka;
- Butão;
- Laos;
- Maldivas
- Irã;
- Arábia Saudita;
- Emirados Árabes Unidos;
- Omã;
- Iêmen;
- Jordânia;
- Síria;
- Iraque;
- Líbano;
- Catar;
- Kuwait;
- Bahrein.
- Egito;
- Líbia;
- Argélia;
- Tunísia;
- Marrocos;
- Saara Ocidental (território);
- Sudão;
- Sudão do Sul;
- Etiópia;
- Djibuti;
- Somália;
- Mauritânia;
- Mali;
- Senegal;
- Gâmbia;
- Burkina Faso;
- Guiné;
- Guiné Bissau;
- Serra Leoa;
- Libéria;
- Costa do Marfim;
- Cabo Verde;
- Gana;
- Togo;
- Benin;
- Nigéria;
- Níger;
- Burkina Faso;
- Chade;
- República Centro-Africana;
- Guiné Equatorial;
- São Tomé e Príncipe;
- Gabão;
- Congo;
- República Democrática do Congo;
- Uganda;
- Ruanda;
- Burundi;
- Quênia;
- Tanzânia;
- Angola;
- Zâmbia;
- Malaui;
- Moçambique;
- Eswatini;
- Madagascar;
- Ilhas Maurício;
- Seychelles;
- Comores;
- Namíbia;
- Botsuana;
- Zimbábue;
- África do Sul;
- Lesoto.
O ministro das Relações Exteriores da Noruega, Espen Barth Eide (à esquerda), e o premiê Jonas Gahr Store falam no dia 22 de maio de 2024 sobre o reconhecimento da Palestina como Estado independente — Foto: Erik Flaaris Johansen/NTB/Reuters


