Agente da 39ª DP teve a morte confirmada neste sábado; ação realizada nos complexos da Penha e do Alemão é considerada a mais letal da história do Rio
O policial civil Rodrigo Nascimento era lotado na 39ª DP (Pavuna) e morreu nesta sexta-feira (21) — Foto: Reprodução A morte do policial civil Rodrigo Nascimento, da 39ª DP (Pavuna), foi confirmada neste sábado (22) e elevou para cinco o total de agentes das forças de segurança que perderam a vida em decorrência da Megaoperação Contenção, realizada em 28 de outubro nos complexos do Alemão e da Penha. O agente estava internado no hospital Copa D’Or desde o dia da ação, após ter sido baleado durante o confronto, e morreu na noite desta sexta-feira (21).Veja as promessas oficiais depois da ação nos complexos da Penha e do Alemão.
O secretário da Polícia Civil Felipe Curi esteve no hospital e, ao GLOBO, lamentou a morte do agente.
— É uma notícia muito triste. Ele ficou em coma esse tempo todo. Durante a semana passada ele acordou e estava reagindo muito bem a cada dia. No domingo eu fui visitá-lo e ele ainda não estava falando, mas deu para sentir que ele ficou bem emocionado com a visita e a família também. Depois que saí o médico me ligou dizendo que ele conseguiu sentar e depois ainda conseguiu levantar, algo que ele não estava fazendo até então. Então ele estava tendo uma evolução muito boa. Infelizmente hoje a gente acordou com essa notícia muito triste. É mais um herói que deu a vida pela sociedade e não foi e jamais será em vão — declarou Felipe Curi.
Nas redes sociais, o governador Cláudio Castro lamentou a morte do policial civil. “Recebi com tristeza a notícia do falecimento do policial civil Rodrigo Nascimento, neste sábado, devido ao ataque de narcoterroristas durante a Operação Contenção. Rodrigo, que era lotado na Delegacia da Pavuna, honrou a Polícia Civil e o nosso estado com sua coragem, dedicação e compromisso inabalável com a missão de proteger a população fluminense. Seu nome ficará marcado na nossa história como exemplo de bravura e amor ao dever. Minha solidariedade e meus sentimentos aos familiares, amigos e colegas de farda desse herói. Reafirmo meu compromisso de seguir firme no enfrentamento a esses criminosos que espalham medo e sofrimento, sem recuar um centímetro”, disse.
A Polícia Civil também publicou uma nota de pesar pela morte do policial Rodrigo Nascimento. “Mais uma vez, sentimos a dor de perder um dos nossos em decorrência da violência praticada por terroristas que afrontam o Estado e colocam a população em risco. Rodrigo honrou a nossa instituição. Sua coragem e comprometimento permanecem como exemplo. É por ele — e por todos que tombaram em serviço — que não iremos recuar. Nos solidarizamos com familiares, amigos e colegas. Sua ausência jamais será esquecida”, diz a nota.
Com a atualização, Rodrigo se torna o quinto policial a morrer em consequência dos embates travados na operação, que mobilizou agentes estaduais e federais e segue sob investigação. Os óbitos anteriores ocorreram ainda na semana da ação. A megaoperação é considerada a mais letal da história do Rio
Entre os outros mortos estão dois integrantes do Bope: o 3º sargento Cleiton Serafim Gonçalves, de 42 anos, e o 3º sargento Heber Carvalho da Fonseca, de 39 anos. Ambos foram atingidos durante incursões em áreas de maior resistência armada.
Na Polícia Civil, outras duas mortes já haviam sido registradas. O comissário Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, de 51 anos, conhecido como Máskara, era lotado na 53ª DP (Mesquita). Já Rodrigo Velloso Cabral, de 34 anos, também da 39ª DP, assim como Rodrigo Nascimento.
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