O piloto preso foi identificado como Max Jhonny Saraiva Silva Melo. Ele passou por audiência de custódia e teve a prisão convertida em preventiva.
Ao g1, a defesa de Max Jhonny Saraiva Silva Melo informou que é importante destacar que os fatos ainda se encontram em fase inicial de apuração e não podem ser analisados sob a ótica meramente superficial das circunstâncias da prisão (leia íntegra da nota abaixo).
No vídeo ao qual a TV Anhanguera teve acesso, é possível ver os corpos sendo transportados em uma caminhonete da Polícia Militar do Tocantins até o Instituto Médico Legal de Natividade (IML). A ação foi resultado de um trabalho de inteligência que durou dias. A Polícia Militar de Goiás chegou a permanecer infiltrada na mata densa por cerca de dez dias, dormindo em redes e sob chuva, para monitorar a movimentação do grupo criminoso.
No local do flagrante, entre Paranã e São Salvador, os agentes descobriram um galpão com dezenas de galões de combustível e buracos no chão, usados para esconder a droga e abastecer aviões em voos de longa distância. Durante a tentativa de abordagem, houve um intenso confronto armado. Quatro suspeitos de tráfico morreram no local, e outros seis conseguiram fugir para a mata.
Em relação à operação de Dueré, a polícia informou que o preso Max Jhonny possui um vasto histórico criminal, com passagens e condenações por roubo e crimes contra o sistema financeiro. Ele foi preso em flagrante no último sábado, passou por audiência de custódia e teve a prisão convertida em preventiva.
Max foi detido logo após o pouso de um monomotor modelo Cessna 210 em uma pista clandestina. Segundo as investigações da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), a aeronave teria decolado da fronteira com a Bolívia. No momento da abordagem, os agentes encontraram no avião um adesivo da Bolívia, fardos de comida e um GPS com registros de rotas internacionais.
Na mochila do piloto, foram encontradas porções de cocaína, folhas de coca e valores em moeda estrangeira, incluindo dólares, bolívares e pesos colombianos. Um detalhe técnico ajudou a confirmar a ligação de Max Jhonny com o crime: seu aparelho celular conectou-se automaticamente à rede de internet via satélite instalada na aeronave.
O cerco policial continua nesta segunda-feira (23), com o apoio da Polícia Militar do Tocantins, que busca localizar dois ou três fugitivos que ainda estariam na região. Até a última atualização desta reportagem, os corpos ainda não haviam sido identificados.
Quatro mortes foram confirmadas, segundo a PM. — Foto: Divulgação/PM-TO
Nota da defesa de Max Johnny Saraiva Silva Melo na íntegra
A imprensa, A defesa constituída para a atuação inicial no caso do Max Johnny Saraiva Silva Melo informa que recebeu com serenidade a notícia da veiculação da reportagem acerca da operação realizada no município de Dueré.
Entretanto, é importante destacar que os fatos ainda se encontram em fase inicial de apuração e não podem ser analisados sob a ótica meramente superficial das circunstâncias da prisão. A narrativa que vem sendo construída publicamente não reflete, de forma fiel, a complexidade do caso.
Há elementos relevantes que demonstram que a situação não se apresenta como aparenta em um primeiro momento, razão pela qual a defesa está adotando todas as medidas legais cabíveis para o completo esclarecimento dos acontecimentos.
Reitera-se a confiança no devido processo legal, no contraditório e na ampla defesa, certos de que, ao final, os fatos serão devidamente contextualizados e compreendidos em sua real dimensão.


