Além disso, o mandatário voltou a mirar a concentração de renda no planeta. “A riqueza dos bilionários passou de 4% do PIB mundial para quase 14% nas últimas três décadas. Alguns indivíduos controlam mais recursos que países inteiros, outros possuem até programas espaciais próprios”, declarou, em referência velada a Elon Musk.
“Os super-ricos pagam proporcionalmente muito menos impostos que a classe trabalhadora. Para corrigir essa anomalia, o Brasil tem insistido no tema da cooperação internacional para desenvolver padrões mínimos de tributação global”, afirmou.
De acordo com o presidente, o G20 foi “fundamental” em 2008 para “evitar o colapso da economia mundial”, mas agora os líderes do grupo têm diante de si a oportunidade de responder a esse outro desafio sistêmico”.
Lula ainda salientou que a implementação dos projetos da aliança será liderada pelos países beneficiados, já que “cada um conhece seus verdadeiros problemas”. “Todos os que queiram se somar a esse esforço coletivo serão bem-vindos. A aliança global nasce no G20, mas é aberta ao mundo”, garantiu.
Para o mandatário, a “fome e a pobreza inibem o exercício pleno da cidadania e enfraquecem a própria democracia”, e “erradicá-las equivale a uma verdadeira emancipação política para milhões de pessoas”.
“Só em 2023, retiramos 24,4 milhões de pessoas da condição de insegurança alimentar severa. Ainda temos mais de 8 milhões de brasileiras e brasileiros nessa situação. Este é o compromisso mais urgente do meu governo: acabar com a fome no Brasil, como fizemos em 2014”, afirmou Lula, prometendo tirar o país do mapa da fome antes do fim de seu mandato, em 2026. (ANSA).


