Até um cargueiro KC 390 da Força Aérea foi mobilizado para ajudar no combate às chamas, mas não pode atuar diante da intensidade da fumaça que atinge o Estado, disse a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, a jornalistas em Brasília, que também vive neste domingo um dia tomado pela fumaça de queimadas.
“Temos uma situação atípica. Você tem em praticamente dois dias vários municípios queimando ao mesmo tempo. Isso não faz parte da nossa curva de experiência”, disse a ministra.
“Do mesmo jeito que nós tivemos o Dia do Fogo, há uma forte suspeita que agora esteja acontecendo de novo”, disse a ministra. Ela se referiu ao episódio ocorrido em 10 de agosto de 2019 no Pará quando fazendeiros no Estado se mobilizaram para atear fogo na Amazônia.
Segundo o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, um inquérito sobre as queimadas em São Paulo já foi aberto e um novo será iniciado até segunda-feira para apurar eventual ação criminosa na devastação ocorrida neste fim de semana no Estado.
“Usamos sistemas de satélites para que a gente consiga, a partir dessas imagens, retroceder no tempo e identificar o ponto inicial desses incêndios e termos mais clareza sobre o que aconteceu”, disse Rodrigues ao comentar sobre os instrumentos usados pela PF nas investigações.
Segundo ele, incluindo os dois inquéritos de São Paulo, a PF tem 31 investigações abertas sobre queimadas que atingem também a Amazônia e o Pantanal com intensidade neste ano.


