A Secretaria Extraordinária de Igualdade Racial e Direitos Humanos de Palmas (Seirdh) realizou, nesta sexta-feira, 25, o Dia D do Mapeamento Participativo dos Povos e Comunidades Tradicionais Ribeirinhas e Pescadores Artesanais. A mobilização ocorreu em dois pontos da Capital, na Feira da 304 Sul, onde a equipe da secretaria esteve no espaço da Colônia de Pescadores Z-10, e na Vila dos Pescadores, na região do Jardim Taquari, com participação da Associação dos Pescadores Profissionais do Estado do Tocantins (Appet).
O mapeamento segue aberto até segunda-feira, 5 de outubro, para participação por meio do formulário on-line (clique aqui para acessar) e busca reunir informações sobre o perfil, os modos de vida, os territórios e as principais demandas das comunidades ribeirinhas e dos pescadores artesanais de Palmas. A iniciativa é realizada em parceria com o Instituto Estadual de Povos e Comunidades Tradicionais do Tocantins, a Rede de Povos e Comunidades Tradicionais (Rede de PCTs), a Colônia de Pescadores Z-10 e a Appet.
O titular da pasta de Igualdade Racial e Direitos Humanos, Joelson Soares, destacou que o perfil das comunidades mapeadas ajuda a definir as melhores abordagens para chegar aos resultados esperados. “Cada público, cada comunidade tradicional, traz desafios e pede estratégias específicas para a nossa secretaria. E isso é bom, afinal, nós estamos aqui justamente para aprender sobre esses segmentos da população. A partir das conversas preliminares que tivemos com os representantes, inclusive no dia do lançamento, entendemos que fazer essa mobilização presencial poderia trazer resultados mais efetivos para a nossa ação”, justificou.
Participação dos pescadores
A pescadora Jarcirene Barbosa de Morais avaliou positivamente a iniciativa e destacou as demandas que mais sente no exercício da profissão. “Essa ação é para nos ajudar, estamos precisando disso. Nós, pescadores, temos várias necessidades. Nós precisamos de um frigorífico, não temos e precisamos há muito tempo. Estamos na luta também para ter melhor acesso ao lago, que é muito difícil”.
Para o pescador e presidente da Colônia de Pescadores Z-10 de Palmas, Davi Rodrigues, os dados reunidos vão dar voz e visibilidade aos integrantes das associações e colônias. “Esse levantamento vai gerar audiência pública, discussão dos nossos interesses. Nós, pescadores, dizendo o que precisamos. Por exemplo, hoje nossa maior necessidade é infraestrutura. Precisamos ter como beneficiar nosso pescado para ele ter mais valor. Outro problema que nós sentimos na pele é o impacto causado pela usina de Lajeado”.
O pescador Francisco Silva Galvão, da Colônia Z-10, que exerce a atividade há 14 anos, também reforçou a importância da participação de outros pescadores e organizações no mapeamento. “Meu recado é pro pessoal acreditar e vir fazer também, participar. Muita gente mora muito longe. Então é importante que o pessoal, com suas associações, com suas colônias, tenham interesse em fazer esse mapeamento. Vai ser muito importante para nós no futuro”.
Equipes da Seirdh levaram instruções e auxílio para os pescadores e pescadoras que desejavam participar do mapeamento – Foto: Lia MaraPresidente da Colônia Z-10, Davi Rodrigues, espera que o levantamento dê mais voz e visibilidade aos pescadores e ribeirinhos – Foto: Lia MaraFrancisco Silva Galvão destacou a importância de outras organizações participarem do mapeamento – Foto: Lia Mara





