Durante protesto na Linha Amarela, uma irmã disse que o corpo do rapaz ainda não havia sido localizado
Kombi com marcas de tiros que era dirigida por Bruno Paixão, segundo parentes — Foto: Reprodução Parentes de um homem identificado como Bruno Paixão dizem que ele teria sido morto por policiais, durante uma operação no Complexo da Maré, nesta quarta-feira. Mais cedo, a Polícia Civil havia divulgado que três suspeitos morreram na ação. De acordo com relatos exibidos em vídeos postados nas redes sociais, Bruno seria um vendedor de queijos. Ele teria sido baleado quando estava em uma kombi. No início da noite, um grupo de pessoas fez uma manifestação na Linha Amarela, no sentido Barra, na altura da Vila do João, em Bonsucesso.
A presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e da Cidadania da Alerj (CDDHC) Dani Moneteiro afirmou que a família relata que Bruno estava trabalhando quando foi alvejado.
— A família relata que Bruno estava trabalhando na kombi que foi alvejada, ainda cheia de queijos e doces. Garantir dignidade e proteger vidas deve ser o ponto de partida de qualquer política de segurança. Seguiremos ao lado da família, cobrando rigor na apuração — afirmou a deputada.
Um homem que se identificou como parente de Bruno também esteve no Hospital Getúlio Vargas, na Penha, e no Hospital Geral de Bonsucesso, a procura do rapaz, mas não o localizou. Ao RJTV, uma irmã de Bruno alegou que o corpo do rapaz ainda não havia sido encontrado. “Só quero o corpo do meu irmão. Sumiram com o corpo do meu irmão. Ele estava indo trabalhar. Eu quero justiça sobre isso. Quero encontrar o corpo do meu irmão”, disse.
Bruno Paixão — Foto: Reprodução Nas postagens feitas por amigos e parentes, a kombi que Bruno costumava dirigir aparece com marcas de tiros no para-brisa dianteiro. Procurada, a Polícia Civil enviou uma nota dizendo que o caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital. A corporação, no entanto, não confirmou se Bruno é realmente um dos três mortos na operação.
“A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) foi acionada e já está investigando as três mortes durante a operação. Os mortos estão sendo identificados e agentes realizam diligências para apurar todos os fatos.”
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