STF expediu 31 mandados de busca e apreensão hoje em São Paulo, Distrito Federal e Pernambuco
PF encontra dinheiro em mala em operação que apura desvios de aposentadorias do INSS — Foto: Divulgação/PF Durante a nova fase da Operação Sem Desconto, os agentes da Polícia Federal (PF) encontraram maços de dinheiro enrolados em sacos plásticos. A operação, deflagrada nesta quarta-feira (dia 27), investiga fraudes na cobrança de mensalidades a aposentados e pensionistas do INSS. No total, foi apreendida uma quantia de R$ 287 mil em dinheiro em espécie que estava na casa de um alvo em Pernambuco.
Além do montante, a PF também confiscou 22 celulares e 10 veículos, entre eles Land Rover, Porsche, BMW e Mercedes-Benz
A operação de hoje mira em pessoas ligadas à administração de entidades que faziam os descontos indevidos Eles foram alvos de 31 mandados de busca e apreensão e 8 cautelares de monitoramento eletrônico, expedidos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, relator do caso do INSS na Corte.
Segundo a PF, eles fazem parte de três núcleos que atuavam em atuavam em São Paulo, Brasília e Guaranhuns (PE). O primeiro envolve pessoas ligadas a entidades como Amar Brasil Clube de Benefícios, Master Prev, Andapp e Aasap. Na capital federal, a PF se concentra nos responsáveis pela Unibap e Abenprev. E no interior de Pernambuco em servidores e ex-servidores de agências locais do INSS, além da Abapen.
Os investigadores identificaram indícios de que parte dos alvos estavam tentando se desfazer do seu patrimônio para não serem alcançados pela Justiça. As medidas visam evitar que isso aconteça para que esses bens sejam utilizados na reparação às vítimas das fraudes do INSS.
Em abril do ano passado, a PF e a CGU revelaram que um grupo de sindicatos e associações de aposentados cobravam descontos indevidos e sem autorização nos contracheques de beneficiários, totalizando um desvio de cerca de R$ 6,3 bilhões. Na ocasião, a cúpula do INSS foi afastada suspeita de envolvimento no esquema.
Essas entidades conseguiam atuar por meio de acordos de cooperação técnica firmados com a autarquia. As instituições declaravam oferecer serviços como planos de saúde, academia e assistência jurídica, mas, segundo a CGU, não possuíam estrutura real para cumprir o que prometiam. Em muitos casos, os aposentados sequer tinham conhecimento de que haviam sido associados, descobrindo os descontos apenas ao consultar seus extratos de pagamento.
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