A definição final ocorreu agora após o governo ter feito com frequência duras críticas sobre os rumos da mineradora nos últimos meses e ter dado sinais públicos de que gostaria de influenciar na escolha de um novo executivo. A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, é a principal acionista da companhia.
O conselho da Vale, porém, tem competência exclusiva para decidir sobre a escolha do presidente da companhia.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, chegou a afirmar em uma entrevista à Reuters, há cerca de um mês, que desde que ficou decidida a saída de Bartolomeo, em março deste ano, a Vale estaria “acéfala” e “sem alguém com autoridade” para tratar de assuntos que são relevantes ao interesse nacional.
Privatizada na década de 1990, a Vale tornou-se nos últimos anos uma empresa com capital pulverizado, sem controle definido, e tem como acionistas mais relevantes a Previ, a Mitsui e a Blackrock.
Stieler afirmou que ele mesmo comunicou ao governo, após a decisão do colegiado, e que ela foi “muito bem” recebida.
“A gente já sabia, porque quando você coloca um executivo com essas qualificações, não tem por que a outra parte ser refratária, não tem. Ou seja, escolhemos um bom executivo”, afirmou.


