Segundo o delegado Wanderson Queiróz, a operação tem como alvos um ex-representante comercial, de 35 anos, que teria agido enquanto trabalhava em uma empresa do setor, utilizando sua função para firmar contratos fraudulentos e enganar a empresa e clientes; e uma advogada, de 30 anos, apontada como responsável pela parte de recebimento e ocultação dos valores ilícitos, por meio de outras empresas e aquisição de bens de luxo.
Os nomes dos investigados não foram divulgados, por isso, o g1 não conseguiu localizar a defesa deles.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), a polícia identificou que o montante de R$ 2.519.953,22 supostamente pertenceria aos dois investigados e a duas empresas ligadas aos crimes.
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De acordo com o delegado responsável pelo caso, Wanderson Queiroz, há fortes indícios de que o valor seja proveniente dos crimes de falsificação de documentos, estelionato e lavagem de capitais.
“O valor é referente ao fato investigado, que teve, além da empresa que foi vítima, também agricultores que acabaram sendo enganados ao firmarem contratos com o investigado, que era o representante comercial”, afirmou.
Operação ‘Fluxo Oculto’ cumpriu mandados em Palmas e no Maranhão — Foto: Divulgação/SSPTO
A investigação apontou que os suspeitos adquiriram bens de alto valor, como imóveis e veículos, na tentativa de ocultar a origem do dinheiro. “Essa nova ação permitirá que seja devidamente analisada a origem desse capital e como ele chegou até os investigados”, destacou o delegado.
Conforme a investigação, embora os crimes tenham sido orquestrados a partir de Palmas, o Maranhão passou a integrar a apuração porque uma das empresas utilizadas para receber os valores ilícitos tem sede em Balsas.
O delegado reforçou que o bloqueio superior a R$ 2,5 milhões decorre de determinação judicial. As investigações continuam para apurar se o prejuízo e o número de vítimas são maiores do que os identificados até o momento.


