O Ministério Público do Tocantins (MPTO) participou de encontro nacional voltado ao fortalecimento da rede de atendimento às mulheres em situação de violência. O evento promovido pelo Ministério das Mulheres, em Brasília, nesta quarta e quinta-feira, 23 e 24 de março, reuniu representantes de instituições que integram os Conselhos Gestores das Casas da Mulher Brasileira em todo o país.
O promotor de justiça Konrad Cesar Resende Wimmer, titular da 26ª Promotoria de Justiça da Capital, participou do eventpo e destacou que o foco dos debates focou na construção e validação de novas diretrizes nacionais para o funcionamento das unidades. “Foram debatidas rotinas de trabalho e meios de aprimoramento desse importante equipamento público, além de sua integração com toda a rede de proteção”, ressaltou.
A iniciativa, realizada por meio da Secretaria Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, também contou com a parceria da ONU Mulheres e reuniu representantes do Executivo, Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública e técnicos de diversas áreas. Durante os dois dias de programação, foram discutidas propostas para atualizar o modelo de atendimento das unidades da Casa da Mulher Brasileira, que consideram mudanças institucionais e sociais da última década.
O objetivo é qualificar os serviços e fortalecer a atuação integrada da rede de atendimento, considerada essencial no enfrentamento à violência de gênero. As novas diretrizes, após validação em etapas, deverão ser implementadas em todo o país até junho deste ano.
Sobre a casa
A Casa da Mulher Brasileira é um dos principais equipamentos públicos de enfrentamento à violência contra a mulher no Brasil, e reúne, em um mesmo espaço, serviços de acolhimento, apoio psicossocial, segurança pública e acesso à Justiça. O modelo busca garantir atendimento humanizado e integrado; reduzir a revitimização e ampliar a efetividade das políticas públicas.
Representantes do Tocantins
Também participaram do evento, representantes da secretaria da Mulher de Palmas, do Tribunal de Justiça do Tocantins; da 1ª Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher e da Defensoria Pública Estadual.
Texto: Lidiane Moreira/Dicom MPTO
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