Cuidadoso nos detalhes defensivos, Ancelotti valoriza atacante que equilibrou a seleção brasileira
O 1,85m de Rayan fortaleceu o sistema defensivo da seleção brasileira — Foto: Rafael Ribeiro / CBF A seleção brasileira cresceu na Copa do Mundo. Mas não só no padrão apresentado ao longo das três primeiras partidas, contra Marrocos, Haiti e Escócia. Refiro-me à estatura dos jogadores. E aqui entra um dos motivos que justificam a permanência de Rayan entre os titulares para enfrentar o Japão, nesta segunda-feira (29), em Houston. Com o 1,85m do atacante de Bournemouth, da Inglaterra, o time que venceu o Haiti passou da média de 1,82m para o 1,83m da partida contra a Escócia.
Convencido de que os confrontos têm sido marcados pelos duelos físicos, Carlo Ancelotti tem valorizado a estatura dos jogadores. Hoje, o lateral-esquerdo Douglas Santos (1,74m) e o atacante Vinicius Júnior (1,76m), a referência de qualidade, são os únicos com menos de 1,80m. Os outros nove variam entre o 1,80m de Paquetá e o 1,93m de Alisson. Podendo aumentar com Alex Sandro (1,81m) no lugar de Douglas Santos. E com Fabinho (1,87m) no de Casemiro (1,85m).
Pode parecer exagero, mas é, como expus às vésperas do jogo de estreia, mais um detalhe dos muitos processados pelos auxiliares de Ancelotti. A estatura de Rayan foi, por exemplo, importante no bloqueio à saída de bola que resultou no primeiro gol do Brasil contra a Escócia. E nas bolas altas defensivas, num todo, ajudando Danilo (1,84m), Marquinhos (1,83m) e Gabriel Magalhães (1,90m). Como revelou o próprio Rayan ao falar dos alertas do técnico para aspectos defensivos do confronto.
Em números, a maior estatura média da seleção resultou em melhor desempenho nos duelos pelo alto. Na vitória sobre o Haiti, o time com 1,82m teve um aproveitamento de 58%, ganhando 14 das 24 disputas com um adversário com estatura média de 1,81ms. No confronto com os escoceses, com um centímetro a mais (1,83m), o índice de aproveitamento dos brasileiros foi para 74%, levando a melhor em 14 dos 19 duelos. E contra um oponente mais alto, que teve estatura média de 1,85m.
Em seu primeiro jogo eliminatório, a seleção brasileira terá pela frente um Japão com média de 1,81m, e aproveitamento médio de 52% na disputa das bolas altas. Não é um time que costuma forçar os cruzamentos sobre a área, com dificuldades nas bolas defensivas. Por outro lado, a equipe dirigida por Hajime Moriyasu é forte nos contra-ataques bem ensaiados, o que exigirá concentração e cautela do time de Ancelotti. Um só descuido e a seleção volta para casa…
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