Na tarde desta terça-feira, 28, a Polícia Civil do Tocantins, por intermédio da 2ª Divisão de Repressão a Narcóticos (Denarc – Araguaína) deu cumprimento a dois mandados de prisão preventiva em desfavor de um homem de iniciais J.L.M.F., de 33 anos, conhecido como “Cara de Peixe”, e de uma mulher de iniciais H.M.S.D., de 28 anos pelo crime de tráfico de drogas e associação para o tráfico
Conforme explica o delegado chefe da 2ª Denarc, José Anchieta de Menezes Filho, durante a realização de diligências investigativas, foi identificada uma residência situada no Bairro Eldorado, em Araguaína a qual estaria sendo utilizada como ponto de venda e consumo de drogas por H.M.S.D., e seu companheiro. O imóvel já havia sido previamente identificado e monitorado por investigadores da especializada.
Desse modo, na tarde desta terça, de posse das ordens judiciais, a equipe deslocou-se até o referido endereço, passando a monitorar o local, ocasião em que foi constatada intensa movimentação típica do tráfico de drogas, caracterizada por frequente entra e sai de pessoas.
Em determinado momento, foi visualizado um indivíduo saindo da residência em uma bicicleta preta, deslocando-se inicialmente em direção à Feirinha e, posteriormente, sentido Avenida Anhanguera. O suspeito passou a ser acompanhado à distância, sendo abordado nas imediações de uma Faculdade.
Durante busca pessoal, foi localizada em sua posse uma pedra grande de substância análoga a crack. Indagado acerca da existência de mais entorpecentes no imóvel, ele confirmou residir com H.M.S.D., no endereço monitorado.
Diante da fundada suspeita da existência de drogas no local, a equipe retornou imediatamente à residência situada na Rua Caramuru, realizando a entrada e abordagem da mulher, que estava em um dos quartos do imóvel.
Em posse da conduzida, foram apreendidas 8 pedras de crack, sendo 7 porções menores prontas para venda e 1 pedra maior, ainda passível de fracionamento, cujas porções seriam comercializadas pelo valor aproximado de R$ 10,00 reais cada.
No interior da residência, também foram localizados diversos usuários de entorpecentes, os quais afirmaram à equipe policial que estavam no local realizando consumo de drogas.
Após a prisão da mulher, esta foi conduzida à 5ª Central de Atendimento da Polícia Civil para adoção das medidas legais cabíveis. Na sequência, a equipe deslocou-se até o Setor Jardim Paulista, onde conseguiu localizar e prender “Cara de Peixe”, dando cumprimento a dois mandados de prisão existentes em seu desfavor.
No momento da abordagem, J.LM.F.,reagiu e desobedeceu às ordens legais emanadas pela equipe policial, sendo necessária a utilização de força moderada e proporcional para sua contenção e imobilização. Consta, ainda, que durante a ação policial, na tentativa de ocultar possíveis provas relacionadas à atividade criminosa, o conduzido danificou propositalmente seu aparelho celular, quebrando-o. Após cessada a resistência, o homem foi questionado sobre o motivo da reação, tendo alegado que estaria “fazendo o reconhecimento dos policiais”.
Ressalta-se que “Cara de Peixe”, é indivíduo considerado de alta periculosidade, amplamente conhecido pelas forças de segurança de Araguaína ostentando diversas passagens criminais e já tendo sido alvo de múltiplas abordagens e operações policiais anteriormente deflagradas pela 2ª Denarc. Conforme informações de inteligência e elementos investigativos, é apontado como integrante da facção criminosa denominada PCC.
Conforme elementos informativos colhidos durante a investigação, “Cara de Peixe”, atuava como fornecedor de drogas para usuários e traficantes da região da Feirinha, enquanto H.M.S.D., exercia função de gerenciamento da venda de entorpecentes em benefício do investigado.
Diante dos fatos, os conduzidos foram apresentados à autoridade policial competente. Além de dar cumprimento a mandado de prisão contra a mulher, também foi confeccionado em seu desfavor e de seu companheiro, um Termo Circunstanciado por uso de drogas. Após a realização dos procedimentos legais cabíveis, H.M.S.D., e J.L.M.F., foram recolhidos a Unidades Penais e permanecerão à disposição do Poder Judiciário.





