(CORREÇÃO: Ao publicar esta reportagem, o g1 errou ao informar, com base em informações iniciais do governo do estado, que o aditivo contemplava academias ao ar livre. Posteriormente, o governo esclareceu que, após análise de segurança viária, foi decidido retirar as academias do projeto. A informação foi corrigida às 9h30.)
O aditivo, segundo o governo, contempla a inclusão de melhorias, como piso em laje steel deck, decks de contemplação, guarda-corpos adicionais, pintura de proteção da estrutura metálica e recuperação de taludes.
O governo chegou a informar, nesta quarta-feira (29), que o aditivo também iria contemplar academias ao ar livre, mas depois afirmou que os equipamentos foram descartados após análise de segurança viária.
As mudanças na estrutura do vão central, que incluem o alargamento da pista e a instalação de uma ciclovia metálica, estão sendo investigadas pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO) por suspeita de aumento de carga.
Conforme a Ageto, o aditivo não decorre de falhas no projeto original nem da necessidade de correção da obra. “O projeto inicialmente contratado permanece tecnicamente adequado, e a complementação tem como objetivo ampliar a funcionalidade do empreendimento, agregando novos benefícios à população”, diz a nota (veja a resposta completa abaixo).
O consórcio contratado pelo Estado é responsável pela elaboração do projeto executivo de engenharia e pela execução das obras, incluindo a readequação das faixas de rodagem, acostamentos, ciclovias e sinalização, bem como a análise estrutural da ponte e a construção de ciclopassarela metálica nos vãos da ponte principal.
A previsão do governo, divulgada no início de julho de 2026, é de que a obra seja concluída no final deste ano.
Instalação de ciclovia na estrutura principal da Ponte Siqueira Campos — Foto: Antonio Gonçalves/Governo do Tocantins
MPTO investiga mudanças estruturais
O MPTO abriu inquérito para analisar possível aumento da carga sobre a ponte com o alargamento da pista, sem que tenha havido previsão dessa condição no projeto estrutural inaugural. O procedimento foi aberto em julho de 2026, e o MPTO deverá emitir um relatório técnico após análise das obras.
A Ageto informou à TV Anhanguera que as intervenções realizadas na ponte seguem os projetos executivos, os estudos técnicos, os memoriais descritivos e os demais documentos de engenharia elaborados para garantir a eficiência dos serviços.
Segundo o engenheiro civil, Moacyr Salles, é necessário saber se a ponte vai suportar a carga para garantir que a estrutura funcione ao longo dos anos.
“As intervenções que a gente tem, por exemplo, nessa ponte que liga Palmas a Luzimangues, a gente consegue ver que são feitas por cima, no tabuleiro da ponte. Está dobrando a capacidade viária da ponte, mas e a parte da estrutura que fica embaixo do tabuleiro? Então, a gente precisa ver se o restante da estrutura que compõe a ponte também comporta esse aumento da capacidade de carga”, explicou.
Íntegra da nota da Ageto
A Agência de Transportes, Obras e Infraestrutura (Ageto) esclarece que o Termo Aditivo celebrado para a obra de requalificação da Ponte Governador José Wilson Siqueira Campos não altera o objeto principal do contrato, que permanece voltado à duplicação, alargamento e modernização da estrutura.
A ciclopassarela metálica já integrava o escopo original do Contrato. O termo aditivo contempla o aprimoramento desse componente e a inclusão de melhorias complementares, como piso em laje steel deck, decks de contemplação, academias ao ar livre, guarda-corpos adicionais, pintura de proteção da estrutura metálica e recuperação de taludes.
A Ageto informa que as alterações foram definidas com base em estudos e análises técnicas e atendem ao interesse público, incorporando soluções voltadas ao fortalecimento da mobilidade ativa, da segurança viária, da acessibilidade, da durabilidade da estrutura e da valorização do espaço urbano.O aditivo não decorre de falhas no projeto original nem de necessidade de correção da obra. O projeto inicialmente contratado permanece tecnicamente adequado, e a complementação tem como objetivo ampliar a funcionalidade do empreendimento, agregando novos benefícios à população.
A readequação contratual também apresenta vantagem econômica para a Administração Pública, uma vez que evita a realização de uma nova licitação e aproveita a mobilização da empresa, das equipes e dos equipamentos já instalados no canteiro de obras, gerando economia estimada em R$ 3.592.679,20.
Com o acréscimo de R$ 12.902.879,85, correspondente a 13,19% do contrato, o investimento total passa de R$ 97.821.654,34 para R$ 110.724.534,19.
A Ageto reafirma que todas as intervenções executadas na Ponte Governador José Wilson Siqueira Campos seguem critérios técnicos, observam a legislação vigente e têm como finalidade entregar à população uma infraestrutura mais segura, moderna, acessível e preparada para atender às atuais e futuras demandas de mobilidade urbana.





