A megaoperação que aconteceu nesta terça-feira (28) nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte da capital fluminense, que se tornou a mais letal da história do Rio, deixou ao menos um cãozinho ferido. Da raça cane corso, Scooby, de 7 anos, foi baleado na região lombar em casa, em Olaria, bairro na mesma região onde aconteceu a ação policial.
Segundo a Secretaria de Proteção e Defesa dos Animais, da Prefeitura do Rio, sete animais foram vítimas de tiros somente em outubro na capital fluminense. Secretário da pasta, Luiz Ramos Filho explicou que, em função do número de casos, foi criado um protocolo específico para quando um animal é baleado.
— É muito triste que até os animais indefesos sejam vítimas da violência. Este mês, sete animais foram atendidos nos hospitais municipais veterinários vítimas de tiros. Todos os casos de pacientes baleados agora são contabilizados, registrados e encaminhados à polícia, para que seja aberta uma investigação — afirmou o secretário nesta terça-feira (28).
Scooby estava no terraço da casa onde vive, em Olaria, próximo à entrada da Vila Cruzeiro, uma das favelas do Complexo da Penha. A ação desta terça-feira, com objetivo conter o avanço do Comando Vermelho (CV) na região, deixou mais de 60 mortos, prendeu 81 pessoas, apreendeu 93 fuzis e contou com a participação de 2,5 mil agentes.
Cachorro é baleado durante megaoperação no Rio
O cachorro foi operado pelos médicos veterinários da prefeitura. Segundo a Secretaria de Proteção e Defesa dos Animais, ele passa bem e já recebeu alta, mas será monitorado pela equipe de veterinários do hospital veterinário São Francisco de Assis, em Irajá, também na Zona Norte do Rio, onde foi atendido nesta terça-feira (28). Tutor do animal, Hélio Fernando de Abreu da Silva relatou o desespero:
— Provavelmente, ele estava deitado na hora do disparo. O tiro veio da mata perto da minha casa. Nós ouvimos o cachorro gritar. Minha esposa começou a chorar: ‘Pegaram meu negão’. E nós nem podíamos subir para socorrê-lo, porque era muito tiro. E botaram fogo na barricada. Não dava pra sair. Só uma hora depois, quando deu uma trégua, é que eu pude pedir ajuda a um amigo para socorrê-lo. Foi um terror muito grande. As paredes da minha casa estão cheias de buracos de bala. Temos uma criança de 8 anos que chorava muito com pena do cachorro que ela adora.
Veja fotos da operação policial mais letal da história do Rio Megaoperação das polícias Civil e Militar tem como objetivo contar avanço do Comando Vermelho
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