Escavação ‘mais significativa da geração’ encontrou esqueletos de pessoas que podem ter morrido durante a Peste Negra
Arqueólogos britânicos divulgaram fotos de uma escavação na qual foram encontrados mais de 20 esqueletos enterrados na Torre de Londres, numa área próxima à Capela Real de São Pedro Ad Vincula, na Inglaterra, anunciou, nesta semana, a Historic Royal Palaces, ONG responsável pelo local.
A escavação começou por conta de uma obra de acessibilidade que prevê a instalação de um elevador na capela. O projeto teve início há mais de seis anos, quando foram encontrados dois esqueletos — os primeiros do local que passaram por uma análise científica moderna.
A avaliação arqueológica é necessária por lei, sendo a primeira obra do tipo em mais de três décadas na capela de mais de 500 anos. Construída originalmente pelo Rei Eduardo I entre 1286 e 1287, ela foi reconstruída em 1519 após um incêndio.
Entre as principais descobertas estão sepulturas do século XIV que, de acordo com a organização, podem ser relacionadas a Peste Negra, sendo uma vala comum para um grupo de pessoas vitimadas pela doença em um mesmo período: os corpos foram colocados um ao lado do outro, como pode ser visto na imagem.
Os pesquisadores encontraram outros três esqueletos, datados dos séculos XII e XII. Os exemplares foram, provavelmente, enterrados em caixões, o que indicaria terem pertencido a classes altas da época — uma vez que ataúdes do tipo ainda não eram usados por pessoas menos abastadas. As fotos mostram exemplares quase intactos.
Um dos esqueletos foi enterrado ao lado de dois potes — datados dos séculos XII e início do século XIII — contendo traços de carvão: foi a segunda vez que artefatos do tipo foram encontrados no país.
O curador de prédios históricos da Historic Royal Palaces, Alfred Hawkins, afirmou que a escavação e suas descobertas permitem que os pesquisadores comecem a construir uma “visão mais detalhada das vidas daqueles que viveram, morreram e oraram dentro da capela”.
Para a doutora Katie Faillace, da Universidade de Cardiff, a escavação, unida com a tecnologia de alta ponta da faculdade, tem um “potencial incomparável de reconstruir as experiências daqueles que viveram e morreram na Torre, permitindo que que criemos uma rica imagem da vida desses indivíduos”.
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