Público prestigia o lançamento do site “Acervo de José Iramar”, em Porto Nacional, iniciativa voltada à preservação da memória cultural tocantinense – Foto: Paulo Gualberto/Governo do Tocantins file_download
O Tocantins ganha mais um espaço virtual que preserva a memória e valoriza a cultura local, com o lançamento, nesse sábado, 28, do site Acervo de José Iramar, contemplado pelo Edital nº 37/2024 – Arquivos e Acervos, do Fundo Estadual de Cultura (FEC), executado pelo Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult).
O site disponibiliza ao público um dos mais importantes conjuntos de registros audiovisuais sobre a cultura tocantinense. São mais de 280 fitas VHS digitalizadas, com 302 horas de vídeos produzidos entre 1988 e 2011. O acervo reúne registros sobre o movimento negro, comunidades tradicionais, manifestações culturais populares e acontecimentos históricos de Porto Nacional.
O lançamento ocorreu no prédio da Comunidade de Saúde, Desenvolvimento e Educação (Comsaúde), em Porto Nacional, com a presença do secretário de Estado da Cultura, Adolfo Bezerra, que destacou a importância da iniciativa para a preservação da memória cultural do estado. “A criação desse site representa um avanço importante na preservação da nossa história. Estamos falando de um acervo que registra a cultura, a identidade e a trajetória de muitos tocantinenses. A gestão do governador Wanderlei Barbosa, que é portuense, tem um compromisso firme com a valorização da nossa memória e com o fortalecimento das políticas públicas culturais”, afirmou.
Coordenadora do projeto e viúva de José Iramar, Luciana Pereira de Souza ressaltou o valor histórico do material. “A relevância desse projeto é porque ele guarda a memória dos arquivos históricos de Porto Nacional. Aqui, temos registros de eventos importantes, como a construção da barragem e a derrubada do Coreto da praça do Centro Histórico, além de entrevistas com famílias tradicionais. É um trabalho muito grande de pesquisa, que vai contribuir muito com estudos científicos sobre a cidade”, explicou.
O processo de construção do acervo também teve um significado pessoal para a família. Filho de José Iramar e auxiliar de coordenação do projeto, Lucas Pereira e Silva destacou a emoção envolvida. “A criação do site foi muito emocional, porque sou filho do Iramar. Foi um processo doloroso, mas também uma grande felicidade concluir esse trabalho. Temos mais de 280 fitas digitalizadas e um espaço onde as pessoas podem conhecer a história do meu pai e a importância desse acervo”, frisou Lucas.
Confira o site clicando aqui. [> https://www.acervodejoseiramar.com





