Discriminação
Os que chamam Bergoglio de papa comunista, concluem por manifestação homofóbica. Sem razão os que apontam como sendo ele um argentino que domina o espanhol e não o italiano.
Quem na pia batismal leva o sobrenome Bergoglio, com escolha do caminho dos jesuítas, considerados os intelectuais da Igreja, sabe bem o latim, a língua oficial do Vaticano, e o italiano.
Bergoglio, para os conservadores que ficam na sua permanente vigilância, já fez anteriores manifestações discriminatórias. Por exemplo, reprovou as que chamou de “consagrati zitellone” (solteiras que se consagraram freiras) que não são fecundas (che non sono fecundi).
Também foi considerado discriminatório quando, ao cuidar do tema paternidade responsável, num voo de retorno de viagem pontifícia às Filipinas, soltou a frase : “ser católico não significa fazer filhos como coelhos” ( essere cattolici non significa fare figli come conigli”). Bergoglio, para sustentar a frase, citou passagem com uma mulher, que conversou numa igreja, com oito filhos e sete cesarianas.
Pano rápido
O pontificado do papa Francisco está, pela sua idade, alcançando o crepúsculo vespertino. Não cabe, pela suas posturas humanitárias, progressistas e autenticamente cristãs, querer, neste momento final, demonizá-lo. Não é justo. O papa é humano e pode, sem intenção homofóbica, causar, com uma gafe.


