A defesa de Carlos Alberto Rodrigues Júnior informou que o cliente nega a participação crime de homicídio. “De fato, houve uma confissão, porém tão somente em relação ao crime de ocultação de cadáver, praticado sob estado de coação irresistível”, explicou a defesa, que vai contestar a prisão preventiva (veja nota na íntegra no fim da reportagem).
Conforme a decisão que a TV Anhanguera teve acesso, o Ministério Público do Tocantins (MPTO) pediu a prisão preventiva do suspeito. A Justiça acatou e o homem deve responder por homicídio qualificado mediante paga ou promessa de recompensa, ou por outro motivo torpe.
O juiz plantonista da 1ª Instância entendeu que como o homicídio pode ter relação com disputas por tráfico de drogas e cobrança de drogas ilícitas, a liberdade do suspeito compromete o andamento da investigação, ainda em fase inicial. Ou seja, decretou a prisão preventiva para “garantia da ordem pública e da investigação ou instrução criminal”.
O suspeito está preso na Unidade Penal de Palmas.
Daniel Mascarenhas, de 32 anos, foi encontrado morto no porta-malas de um carro em Palmas — Foto: Redes sociais/SSP-TO/Reprodução
Entenda
Carlos Alberto foi preso em flagrante em uma agência bancária, suspeito de envolvimento direto no assassinato. Segundo a Polícia Militar, ele usava calçados compatíveis com indícios encontrados na cena do crime.
O delegado revelou que, após a prisão, o suspeito indicou o endereço onde estavam armazenadas drogas. “Nós fomos até essa residência, de fato, ninguém morava lá, não tinha ninguém. E ao adentrarmos encontramos uma grande quantidade de drogas armazenada”, disse o delegado.
Apesar da prisão do suspeito, a polícia ainda busca identificar todos os envolvidos no crime, incluindo o mandante. Os nomes dos demais envolvidos não foram divulgados.
A investigação também tenta esclarecer se houve participação de outras pessoas na execução e ocultação do cadáver. A família de Daniel preferiu não se pronunciar até que o caso seja totalmente esclarecido.
Drogas apreendidas em casa indicada por suspeito — Foto: Polícia Civil/Divulgação
Íntegra da nota da defesa do suspeito
Em em nome do meu assistido, informamos à reportagem que meu cliente nega veementemente participação no crime de homicídio. De fato, houve uma confissão, porém tão somente em relação ao crime de ocultação de cadáver, praticado sob estado de coação irresistível. Meu cliente, de igual modo, nega participação em tráfico de drogas, e jamais se associou para o tráfico. A bem da verdade, o acusado é cidadão de bem, empresário, de conduta sempre irretocável. A defesa em momento algum concordou com a decisão que converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva, e irá tomar as medidas cabíveis em prol da liberdade do acusado.
Leonardo Cristiano Cardoso Santos – OAB/TO 4.961


