Ismal Haniyeh foi assassinado em Teerã. Governo brasileiro critica violação à soberania e ao território do Irã e pede ‘máxima contenção’ de todas as partes envolvidas no conflito.
Ismail Haniyeh, chefe do Hamas — Foto: Hassan Ammar / Arquivo / AP Photo
Haniyeh foi morto em Teerã, no Irã – a informação foi divulgada pelo próprio Hamas e pela Guarda Revolucionária do país.
Na nota, o governo chama Ismail Haniyeh de “chefe do Escritório Político do Hamas”.
“O Brasil repudia o flagrante desrespeito à soberania e à integridade territorial do Irã, em clara violação aos princípios da Carta das Nações Unidas, e reafirma que atos de violência, sob qualquer motivação, não contribuem para a busca por estabilidade e paz duradouras no Oriente Médio”, diz o Itamaraty.

Chefe político do Hamas é morto no Irã
“Tais atos dificultam ainda mais as chances de solução política para o conflito em Gaza, ao impactarem negativamente as conversações que vinham ocorrendo para um cessar-fogo e a libertação dos reféns”, continua.
Na nota, o Itamaraty também apela que os envolvidos no conflito na região exerçam “máxima contenção”, ou seja, se abstenham de escalar o conflito.
E pede à comunidade internacional que envide “todos os esforços possíveis com vistas a promover o diálogo e conter o agravamento das hostilidades”.
“O governo brasileiro reitera que, para interromper a grave escalada de tensões no Oriente Médio, é essencial implementar cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza, em cumprimento à Resolução 2735 do Conselho de Segurança das Nações Unidas”, diz o comunicado.


