A renda média da população era igual ao salário mínimo em 2022 (R$ 1.212, valor vigente na época) em 93% das cidades brasileiras. O dado faz parte do módulo sobre Trabalho e Rendimento do Censo Demográfico 2022, divulgado nesta quinta-feira (dia 9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com o Censo 2022, 35,3% dos trabalhadores recebiam até um salário mínimo, enquanto apenas 7,6% tinham rendimento superior a cinco salários mínimos.
Os dados não incluem a população que recebe benefícios previdenciários. Ainda assim, estima-se que cerca de 70% das aposentadorias e pensões pagas no Brasil correspondam ao valor do salário mínimo.
Desigualdade de renda
Em 2022, o Censo mostra que o rendimento mensal proveniente de todos os trabalhos dos homens foi, em média, de R$ 3.115. O valor é 24,3% superior ao das mulheres, que recebiam R$ 2.506.
No recorte por cor ou raça, os maiores rendimentos médios foram registrados entre as pessoas que se declararam amarelas (R$ 5.942) e brancas (R$ 3.659), as duas acima da média nacional, de R$ 2.851. Em seguida, aparecem os grupos de cor parda (R$ 2.186), preta (R$ 2.061) e indígena (R$ 1.683).
Nível de ocupação
O nível de ocupação, que representa a proporção de pessoas ocupadas em relação ao total da população com 14 anos ou mais, era de 53,5% no Brasil em 2022.
Os três municípios com os maiores índices foram Fernando de Noronha (PE), com 82,9%, Vila Maria (RS), com 78,4%, e Serra Nova Dourada (MT), com 78,2%. Esses percentuais estão acima da média nacional, de 53,5%, e também superam os índices de cada uma das cinco regiões: Norte (48,4%), Nordeste (45,6%), Sudeste (56,0%), Sul (60,3%) e Centro-Oeste (59,7%).
A diferença no nível de ocupação entre homens e mulheres permaneceu elevada em 2022. Na época, 62,9% dos homens estavam ocupados, contra 44,9% das mulheres.
No recorte por cor ou raça, os percentuais de ocupação masculina variaram de 64,6% (pretos) a 61,3% (pardos), enquanto entre as mulheres os índices foram de 47,4% (brancas) a 42,1% (pardas). A população indígena apresentou os menores níveis: 48,1% entre os homens e 30,8% entre as mulheres.





