Oficina de monitoramento e elaboração de indicadores e metas do PAN Ariranha, realizada pelo ICMBio – Foto: Naturatins/Governo do Tocantins file_download
Entre os dias 20 e 24, em Atibaia/SP, ocorre a primeira oficina de monitoramento e elaboração de indicadores e metas do Plano de Ação Nacional para a Conservação da Ariranha (PAN Ariranha), realizada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
O evento contou com a participação de especialistas e representantes de diversas instituições, incluindo Samara Almeida, coordenadora do Programa Pró-Ariranha, desenvolvido no Parque Estadual do Cantão (PEC), gerido pelo Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins).
O objetivo deste PAN, que está em seu 3° ciclo, é reduzir os impactos das principais ameaças às populações de ariranhas e seu habitat em áreas estratégicas nas regiões hidrográficas Tocantins-Araguaia, Paraná e Paraguai, contribuindo para a conservação da espécie nos próximos cinco anos.
O PAN Ariranha estabelece estratégias prioritárias de conservação para essa espécie ameaçada, classificada como Em Perigo (EN) na Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção. A ariranha ainda enfrenta riscos relacionados a empreendimentos planejados no Tocantins e em outros estados.
O encontro reúne especialistas e representantes de diversas instituições para avaliar as ações do Grupo de Assessoramento Técnico (GAT), criado pela portaria ICMBio Nº 2.901/2024, com o objetivo de monitorar e avaliar a implementação do PAN Ariranha.
A bióloga Samara Almeida, coordenadora do Programa de Monitoramento e Conservação da Ariranha (Pró-Ariranha), destacou a importância da oficina. “Temos uma portaria voltada para a espécie, com monitoramentos no Parque Estadual do Cantão (PEC), mas a ariranha habita em outros locais no estado, exceto a região do Jalapão. Embora os esforços de monitoramento estejam concentrados no PEC, trabalhamos em parceria com outras instituições para reforçar a conservação da espécie, cuja população está em rápido declínio. A ariranha é fundamental para a saúde dos rios, pois sua presença indica a qualidade do ambiente aquático”
Samara também ressaltou que a ariranha é predominantemente piscívora, com 99% da dieta composta por peixes. “Se observarmos uma ariranha se alimentando de algo que não seja peixe, isso pode indicar degradação ambiental, mostrando que o local não possui uma população saudável de peixes”, finalizou.
Sobre o Pró-Ariranha
O Programa de Monitoramento e Conservação da Ariranha (Pró-Ariranha) foi criado pelo Governo do Tocantins, por meio da Portaria nº 70/2022, e é desenvolvido no Parque Estadual do Cantão (PEC). O programa atua como instrumento de conservação das populações de ariranhas, com ações institucionais de longo prazo que contribuem para a proteção da espécie na região. A gestão do PEC é responsabilidade do Naturatins, o que torna a atuação do programa estratégica para a conservação da ariranha.


