O Ministério Público do Tocantins (MPTO) participou, na terça-feira, 27, em Palmas, de ação descentralizada de enfrentamento da violência contra a mulher, promovida pela Secretaria de Estado da Mulher (SecMulher). A iniciativa reuniu instituições do sistema de justiça, forças de segurança pública e órgãos que integram a rede de proteção, com o objetivo de alinhar estratégias, compartilhar dados e fortalecer a atuação integrada na prevenção e no combate à violência de gênero na capital.
A mobilização ocorreu em parceria com a Associação de Moradores do Setor Bertha Ville (ASSBV) e com o Instituto Eu Ainda Posso Viver, levando os serviços públicos para mais perto da comunidade. A proposta foi aproximar as instituições da população, para ampliar o acesso à informação, à orientação jurídica e aos mecanismos de proteção disponíveis às mulheres em situação de vulnerabilidade.
Durante o encontro, o promotor de Justiça Konrad Cesar Resende reforçou o papel constitucional do MPTO na defesa dos direitos das mulheres, destacando a atuação ministerial na fiscalização das políticas públicas, no acompanhamento das medidas protetivas de urgência e na responsabilização dos autores de violência doméstica e familiar. “A participação do Ministério Público integra a estratégia de fortalecimento da rede interinstitucional, considerada essencial para garantir respostas rápidas e eficazes às vítimas”, pontuou.
Dados apresentados durante a programação evidenciam a gravidade do cenário no estado. O Tocantins registrou 13 feminicídios em 2024 e 20 em 2025. Em 2026, até o momento, já foram contabilizados três casos. As tentativas de feminicídio somaram 72 registros em 2024, 59 em 2025 e quatro neste ano, números que reforçam a necessidade de atuação contínua e integrada entre os órgãos públicos.
Texto: Lidiane Moreira/Dicom MPTO
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