Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Araguaína (TO), Divinópolis (MG), Ribeirão Preto (SP) e Nova Iguaçu (RJ). Policiais da 3ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (3ª DEIC – Araguaína) estiveram em endereços investigados, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP).
As investigações começaram depois que a empresa vítima dos crimes identificou que havia movimentações e transações atípicas e suspeitas. Ao analisar a situação e fazer o rastreio financeiro, a polícia conseguiu identificar que havia um esquema estruturado para aplicar golpes. As ações eram feitas por meio de operações eletrônicas simuladas.
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Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos celulares, computadores, R$ 18 mil em espécie, e documentos. Todo o material será periciado para o andamento das investigações.
O suposto líder da organização seria um morador de Araguaína que, segundo a polícia, mantinha uma empresa de fachada usada para dar aparência legal às transações fraudulentas.
A polícia identificou que os criminosos faziam simulações de vendas para que a instituição financeira liberasse valores indevidos. Para isso, eram usados cartões de créditos obtidos ilegalmente, para registro das compras fictícias. Nesse momento era usado no nome da empresa de fachada.
A polícia detalhou ainda que, as vendas eram lançadas como reais. Assim, os investigados solicitavam a antecipação dos valores. O dinheiro era liberado de forma quase imediata, sem identificação de fraude, e enviado para contas de “laranjas” em diferentes estados. Os suspeitos, segundo a polícia, tinham objetivo de dificultar a recuperação do dinheiro.
Também foram identificadas quatro etapas no esquema:
Obtenção de dados: captura ilegal de informações de cartões por meio de páginas falsas na internet e compra de dados em redes clandestinas na técnica conhecida como ‘fishing’;Vendas fictícias: registro de compras inexistentes na modalidade on-line, sem a presença do cartão;Liberação rápida dos valores: solicitação de antecipação dos recebíveis para sacar o dinheiro antes da contestação das vítimas;Dispersão do dinheiro: transferência fracionada dos valores para contas de terceiros, com o objetivo de ocultar a origem ilícita. O morador de Araguaína era o responsável pelo esquema e uma pessoa de Divinópolis (MG), seria um coordenador técnico, que atuava na criação de páginas falsas e gerenciamento de contas fraudulentas.
Já em Nova Iguaçu (RJ), o suspeito burlava sistemas de verificação de identidade e captar dados de cartões. Em Ribeirão Preto (SP), havia pessoas responsáveis por receber e pulverizar os valores desviados.
“Estamos desarticulando uma organização criminosa estruturada, com divisão de tarefas e atuação em diversos estados, responsável por fraudes de grande impacto financeiro. A integração entre as equipes policiais foi fundamental para o sucesso da operação e para o avanço das investigações”, explicou o delegado Márcio Lopes da Silva, responsável pelo caso.
A Polícia Civil informou que o caso segue em investigação para identificar outros envolvidos no crime, e visando a recuperação dos valores que causaram prejuízo à empresa.


