Imagine um país que levou a escravização de pretos africanos até a penúltima década do Século 19. Essas pessoas eram exploradas como força de trabalho cativa para, por exemplo, a lida nas lavouras de cana-de açúcar e de café. Além da riqueza material criada pelos pretos e apropriada pelos brancos, a diáspora de escravizados africanos legou a esse país uma imensa fortuna cultural, sempre reverenciada na culinária, no idioma, na música, no encantamento do mundo ou sacralidade.
A descrição poderia ser do Brasil, mas é de um espelho nosso refletido no mar do Caribe: Cuba. Vem daquela ilha, um pouco maior em área que o Estado de Santa Catarina, o enredo Lonã Ifá Lukumi, criado pelo Grêmio Recreativo Escola de Samba Paraíso de Tuiuti.

