A PM informou que localizou os foragidos na noite de terça-feira (24) durante um cerco na região de mata entre Paranã e São Salvador. Eles tentaram fugir e houve troca de tiros. Foram apreendidos dois revólveres calibre 38. A perícia técnica e o Instituto Médico Legal (IML) foram acionados para retirar os corpos.
Na madrugada desta quarta-feira (25), a PM cumpriu um mandado de prisão em aberto contra um homem suspeito de envolvimento com a organização criminosa. Ele foi encaminhado à autoridade competente e permanecerá à disposição da Justiça.
Conforme os militares, a Operação Entre Rios segue em andamento, com equipes mobilizadas até a completa identificação e responsabilização dos envolvidos.
Droga foi apreendida em avião no Tocantins — Foto: Divulgação/PMTO
Operação Entre Rios
O grupo criminoso com sete suspeitos foi localizado durante o fim de semana em uma pista clandestina. Foram apreendidos cerca de 500 quilos de pasta-base de cocaína. A operação conjunta foi realizada pela Polícia Federal e Polícia Militar do Estado de Goiás, com apoio da PM do Tocantins. A ação foi chamada de Operação Entre Rios.
Imagens que a TV Anhanguera teve acesso mostram galpões cheios de galões de combustível. A suspeita dos investigadores é de que o local servia de ponto de apoio para voos clandestinos de longa distância.
A polícia também encontrou buracos feitos especialmente para esconder as drogas. Para conseguir fazer o flagrante, os policiais goianos ficaram cerca de dez dias infiltrados na mata. A PM do Tocantins deu apoio após o flagrante.
“Após a tentativa de abordagem, cerca de seis ou sete elementos adentraram a mata. As equipes fizeram a incursão. Nessa mata ocorreu o confronto com quatro criminosos”, comentou o subcomandante da PM do Estado de Goiás, major PM Filogonio Junio da Costa.
Quadrilha internacional
Segundo o coronel da PM do Tocantins, a suspeita é de que o grupo atue no tráfico internacional.
“Se trata de uma organização criminosa transnacional especializada em transportar drogas, como cloridrato de cocaína, da Bolívia para o nordeste passando pelo Tocantins. Então o Tocantins está na rota de fuga. Geralmente são abertas pistas clandestinas, onde essas aeronaves vêm, pousam, passam essa carga de droga para caminhões e os caminhões daqui seguem”, afirmou Barbosa.


