Por ter devolvido o valor e pelo caso ter ganhado repercussão, o motorista pede R$ 13 milhões por direito de recompensa e R$ 150 mil por danos morais. O g1 solicitou um posicionamento à defesa de Antônio, mas não teve resposta até a última atualização da reportagem.
A transferência por engano que fez Antônio ficar milionário por um dia ocorreu em junho de 2023. O motorista só entrou com processo em julho de 2024.
Justiça nega oitiva de testemunhas
A última movimentação no processo envolvendo o motorista e o banco aconteceu no dia 16 de março de 2026, quando a Justiça decidiu dispensar testemunhas no processo. Na decisão, o magistrado afirma que a oitiva de testemunhas é desnecessária e que o caso poderá ser julgado de forma antecipada, “sendo cabível o julgamento antecipado da lide”. Com isso, a próxima etapa do processo deverá ser a sentença.
A decisão foi despachada pelo juiz Lauro Augusto Moreira Maia, da 6ª Vara Cível de Palmas. Ele afirma que a discussão central da demanda consiste em verificar a ocorrência da transferência indevida, sua restituição ao banco e a eventual incidência do art. 1.234 do Código Civil, que estabelece uma recompensa para quem encontra coisa alheia perdida e devolve.
Antônio Pereira ficou milionário por sete horas — Foto: Reprodução/TV Anhanguera
Relembre o caso
Antônio Pereira do Nascimento é pai de quatro filhos e avô de 14 netos. Quando percebeu a grande quantidade de dinheiro em sua conta, procurou a instituição para devolver imediatamente. Em entrevista, até brincou com a situação na época.
“Nunca vi um dinheiro desse na minha vida e não consigo nunca na minha vida, só se ganhar na Mega-Sena, e jogar eu não jogo. Então é difícil”, disse Antônio na época.
A história gerou tanta repercussão que ele foi parar no quadro “Acredite Em Quem Quiser”, do programa Domingão, apresentado por Luciano Huck na TV Globo, em agosto de 2023.
O caso foi levado à Justiça em julho de 2024, pouco mais de um ano depois da transferência errada. O processo cita que o gerente da agência fez ‘pressão psicológica’ para que ele devolvesse o dinheiro e insinuou que “pessoas” estariam na porta da casa do motorista para aguardar a devolução do valor.
Além do pedido de recompensa, a defesa de Antônio também citou que ele sofreu com o assédio da imprensa e que toda essa situação gerou ‘abalos emocionais e constrangimentos’. Nesse sentido, pede R$ 150 mil de indenização por danos morais.





