Raquel Faria e Diego Andrade da Silva, apontados na investigação como intermediários do crime, estavam presentes na pizzaria no momento em que José Geraldo foi assassinado. Segundo relato da parente, eles chegaram a cumprimentar a vítima e a família momentos antes do crime.
Suspeito de matar rival foi preso nesta terça-feira — Foto: TV Anhanguera/Reprodução
Dois suspeitos apontados como pistoleiros, que também tinham mandados de prisão, foram localizados em Alagoas e morreram em confronto com a polícia.
A defesa de Roberto Coelho de Sousa e Adão dos Reis informou que, até o momento, não teve acesso integral aos autos do procedimento, circunstância que impede uma análise mais detalhada do caso (veja a nota na íntegra abaixo).
Já a defesa de Raquel Faria disse que, neste estágio processual, prioriza o exame técnico e integral dos autos antes de emitir qualquer pronunciamento (leia a íntegra abaixo).
O g1 tenta localizar a defesa de Diego Andrade da Silva.
Segundo a parente, Raquel Faria e Diego Andrade da Silva também compareceram ao velório da vítima. “Os dois foram ao velório”, afirmou.
Investigação em andamento
Entre os presos está o fazendeiro Roberto Coelho de Sousa, apontado pela investigação como o mandante do crime devido a uma rivalidade comercial com a vítima. Também foi alvo da operação Adão dos Reis Bessa, funcionário de Roberto, suspeito de atuar como intermediário.
Diego Andrade da Silva, parceiro comercial do fazendeiro, e Raquel Faria Rodrigues teriam participado ativamente da trama e atuado na intermediação de pagamentos do mandante aos executores, tanto em dias anteriores quanto no dia posterior ao crime.
Rosevaldo Pedrosa de Albuquerque Júnior e José Nadson de Santana Júnior, apontados como os pistoleiros, foram localizados em Maceió (AL), mas morreram após confronto com a polícia durante a tentativa de prisão.
Durante o cumprimento dos mandados na casa de Roberto Coelho, um policial militar aposentado foi preso em flagrante por porte irregular de arma. Três armas foram encontradas com ele. O militar pagou fiança de R$ 1.621 e foi liberado, mas seguirá sendo investigado.
Em nota, a Polícia Militar do Tocantins (PMTO) informou que o policial é da reserva remunerada e que, até o momento, não há confirmação oficial de ligação direta entre ele e o assassinato de José Geraldo.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar se há outros envolvidos no homicídio.
Íntegra da nota de Roberto Coelho de Sousa e Adão dos Reis
Defesa de Roberto Coelho e Adão dos Reis Inicialmente, cumpre destacar que, até o presente momento, a defesa não teve acesso integral aos autos do procedimento, circunstância que impede a análise detalhada dos fatos e dos elementos que teriam fundamentado a medida de prisão. Ressalta-se que o acesso aos autos é prerrogativa fundamental da advocacia, sendo indispensável para o pleno exercício do direito de defesa e para a garantia do devido processo legal.
Diante disso, a defesa informa que adotará todas as medidas jurídicas cabíveis para obter imediato acesso aos autos e, a partir da análise técnica do procedimento. Por fim, reitera-se que todo investigado ou acusado possui o direito constitucional à ampla defesa e ao contraditório, razão pela qual qualquer conclusão antecipada deve ser evitada até que os fatos sejam devidamente esclarecidos no âmbito do processo.
Íntegra da nota Raquel Faria
Defesa de Raquel Faria Na condição de representantes jurídicos de um dos investigados, compreendemos a relevância social do caso e a necessidade de informar o público, entretanto, esclarecemos que, neste estágio processual, a defesa prioriza o exame técnico e integral dos autos antes de emitir qualquer pronunciamento circunstanciado sobre o mérito das suspeitas levantadas. É imperativo ressaltar que a análise detida dos elementos probatórios e das ordens de prisão é medida indispensável para a elaboração de uma defesa técnica eficaz, de modo que qualquer manifestação precipitada sobre detalhes das investigações poderia comprometer não apenas a estratégia defensiva, mas o próprio curso do inquérito policial.
Assim que for concluído o acesso a todo o conteúdo das diligências, incluindo as informações provenientes das prisões efetuadas e mandados cumpridos, providenciaremos as medidas cabíveis para assegurar a proteção dos direitos e das garantias fundamentais de nossos constituintes, visto que nossa postura é pautada pela estrita colaboração com as autoridades competentes e pelo respeito incondicional à Justiça.
A defesa se fará presente em todos os atos necessários para demonstrar a ausência de envolvimento do cliente com as condutas imputadas, sempre sob a égide do devido processo legal e da presunção de inocência, estando convictos de que, no decorrer das investigações e da instrução processual, a verdade será restabelecida e a inocência do nosso cliente será devidamente comprovada.
Nota da PM
Nota da Polícia Militar A Polícia Militar do Tocantins (PMTO) informa que, na manhã de terça-feira (10), durante o cumprimento de mandados judiciais relacionados à investigação do homicídio do produtor rural José Geraldo Oliveira Fonseca, ocorrido em setembro de 2024 no município de Miranorte, um policial militar da reserva remunerada foi conduzido pela Polícia Civil do Tocantins.
Durante diligências realizadas, foram localizadas armas de fogo em situação irregular, fato que resultou na lavratura de auto de prisão em flagrante pelo crime de posse irregular de arma de fogo de uso permitido, conforme previsto no artigo 12 da Lei nº 10.826/2003. Após os procedimentos na 10ª Central de Atendimento da Polícia Civil, em Miracema do Tocantins, foi arbitrada fiança pela autoridade policial, sendo o conduzido posto em liberdade mediante alvará de soltura, permanecendo o caso sob investigação da Polícia Civil.
A Polícia Militar ressalta que o envolvido encontra-se na condição de militar da reserva remunerada, não estando no exercício de atividade operacional no âmbito da Corporação. Ressalta, ainda, que, até o momento, não há confirmação oficial de relação direta entre o referido militar e os demais suspeitos investigados no caso. As investigações seguem sob responsabilidade da Polícia Civil. A Polícia Militar do Tocantins reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência e o respeito às instituições, colocando-se à disposição para colaborar com os órgãos responsáveis pela apuração dos fatos.


