A investigação da Polícia Civil apontou que Raimundo Gomes da Silva, de 59 anos, criou um perfil falso em um aplicativo de mensagens para atrair a esposa e matá-la. A merendeira Rozália Gonçalves Pereira, de 36 anos, foi assassinada a facadas.
Nesta sexta-feira (13), a 2ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Araguaína, concluiu o inquérito que investigava a morte. O marido da vítima foi indiciado por feminicídio.
O g1 não conseguiu contato com a defesa de Raimundo Gomes até a última atualização desta reportagem.
Emboscada e fuga
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Adriano Carvalho, Raimundo suspeitava que estava sendo traído. No dia do crime, ele utilizou um perfil falso para marcar um encontro com ela por meio de aplicativo de mensagens.
No dia 1º de janeiro de 2026, data marcada para o falso encontro, o vigilante saiu de casa a pé portando uma faca. Quando chegou ao local combinado e encontrou Rozália, o homem a atacou com diversos golpes de faca, segundo a polícia.
Vítima foi morta a facadas no feriado de ano novo — Foto: Divulgação/SSP
Crise no casamento e abandono de incapaz
As investigações revelaram que o casal vivia um período de crise e que Rozália desejava a separação, intenção que não era aceita pelo marido. Logo após o crime, na madrugada do dia seguinte, Raimundo fugiu para o estado do Maranhão.
Na fuga, o suspeito abandonou em casa os cinco filhos do casal, sendo que quatro deles eram crianças na época do ocorrido. Para a autoridade policial, a conclusão do inquérito demonstra a autoria do “feminicídio brutal” que, além de tirar a vida da mulher, desestruturou completamente a família.
“A Polícia Civil realizou uma complexa investigação que conseguiu todos os elementos que demonstram ter o companheiro da vítima sido o autor desse feminicídio brutal, que além de ter tirado a vida da vítima, ainda deixou os próprios filhos abandonados”, afirmou Adriano Carvalho.
Procurado pela Justiça
Com a conclusão das investigações, a Polícia Civil pediu a prisão preventiva de Raimundo Gomes da Silva, que agora é considerado foragido da Justiça. Denúncias podem ser feitas de forma anônima através dos seguintes canais:
Disque-denúncia: 197 WhatsApp da 2ª DHPP: (63) 3901-7485


