A operação ocorreu na zona de fronteira que abrange as províncias afegãs de Kunar e Nangarhar, no leste do país, com a fronteira ocidental do Afeganistão, disse o ministério num comunicado, citado pela agência francesa AFP.
O ataque é uma retaliação direta a um bombardeamento paquistanês na sexta-feira contra o leste de Cabul, que causou quatro mortos, entre os quais mulheres e crianças, afirmou o ministério.
O incidente na fronteira representa o mais recente episódio do conflito que eclodiu em outubro de 2025, quando o Paquistão lançou uma operação de larga escala contra os talibãs paquistaneses que se escondem na região.
O ministério afegão afirmou que o ataque resultou na tomada do posto de controle, bem como na destruição de um veículo blindado e de um outro “veículo internacional”, sem dar mais detalhes.
O exército paquistanês não se pronunciou sobre este ataque, limitando-se a admitir que quatro civis ficaram feridos nas últimas horas devido à queda de destroços de “drones talibãs rudimentares”.
Duas crianças ficaram feridas em Quetta e outros dois civis sofreram ferimentos em Kohat e Rawalpindi, afirmaram os militares paquistaneses.
O Paquistão acusa o Afeganistão de abrigar militantes talibãs paquistaneses, que reivindicaram vários atentados no país, e do Estado Islâmico do Khorasan.
Cabul nega as acusações paquistanesas.
Após meses de escaramuças, os dois países vizinhos enfrentam-se desde 26 de fevereiro, quando o Afeganistão lançou uma ofensiva fronteiriça em resposta a ataques aéreos paquistaneses.
O Paquistão declarou então “guerra aberta” às autoridades talibãs e bombardeou a capital afegã, Cabul, em 27 de fevereiro.
Também foi visada a antiga base norte-americana de Bagram, a norte de Cabul, e Kandahar.
Desde então, ocorrem regularmente confrontos nas áreas fronteiriças e bombardeamentos em Cabul que causaram a morte de mais de seis dezenas de civis no Afeganistão.
O conflito provocou 115.000 deslocados internos no Afeganistão, de acordo com o Alto-Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR).
O Paquistão, que tem armas nucleares, e o Afeganistão são vizinhos do Irã, alvo de uma ofensiva militar de grande escala lançada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel, que desencadeou uma nova guerra no Oriente Médio.
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