O levantamento foi feito pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO). Veja os dados:
2024 – 723 casos 2025 – 670 casos 2026 – 200 casos (Entre 1º de janeiro e 31 de março) Parte dos atendimentos às vítimas no estado é feita no Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins (HDT-UFNT), em Araguaína, no norte do estado. Em 2025, a unidade atendeu 75 vítimas de acidentes com cobras.
De acordo com a médica Alexsandra Rossi, do HDT, a maioria dos casos atendidos no hospital foi causada por serpentes do tipo botrópico, como jararaca, jararacuçu, urutu, cotiara, cruzeira e caiçara.
Em seguida, aparecem os acidentes não especificados ou por outras espécies. Também foram contabilizadas picadas de cascavel e das cobras conhecidas como corais verdadeiras.
“São predominantemente adultos jovens, geralmente na faixa dos 20 aos 40 anos. Em muitos casos, são pessoas em atividade laboral ou em momentos de lazer no momento do acidente”, comentou.
Dados por idade
Conforme os dados da SES, dos 1.593 casos de acidentes por serpentes no Tocantins, desde 2024, 1.205 vítimas foram do sexo masculino e 388 do sexo feminino. Veja os dados por faixa etária.
Menor que 1 ano – 151 a 4 anos – 335 a 9 anos – 8410 a 14 – 10015 a 19 – 9720 a 34 – 34235 a 49 – 40050 a 64 – 34165 a 79 – 158Maior que 80 – 23 Em caso de acidentes, a orientação é procurar atendimento o mais rápido possível, pois o uso precoce do soro antiofídico reduz o risco de complicações.
“Sempre que possível, se for seguro, a identificação da serpente também pode ajudar, mas sem colocar ninguém em risco. Também é importante lembrar que, em nossa região, ainda existe o costume de não oferecer água ao paciente após a picada, mas a hidratação é fundamental, desde que a pessoa esteja consciente e sem dificuldade para engolir”, alerta Alexsandra.
Menino encontrou ninho de cobras cascavel em cidade do Tocantins — Foto: Arte g1
Serpentes tem papel ecológico fundamental
As serpentes não têm os seres humanos como presas naturais, mas podem atacar ao se sentirem ameaçadas. A veterinária Jenniffer Rodrigues Fernandes explica que as serpentes exercem um papel ecológico fundamental, principalmente no controle de roedores e por isso devem ser tratadas com respeito e manejadas de forma adequada.
“O correto é acionar o Batalhão Ambiental, a Polícia Ambiental ou o Corpo de Bombeiros, que são treinados para recolher esses animais com segurança. A pessoa deve apenas sinalizar o local e aguardar”, explicou a veterinária.
Veja orientações de segurança:
Em caso de encontrar o animal em áreas de mata, o ideal é manter pelo menos dois metros de distância, se afastar lentamente e sem movimentos bruscos, dando espaço para que a serpente siga seu caminho.Ao percorrer áreas rurais também é recomendado usar botas de cano alto e caneleiras para prevenir acidentes.Quando o que é encontrado é um ninho com filhotes, o cuidado deve ser ainda maior. A orientação é não se aproximar, não tocar nos filhotes e evitar qualquer tentativa de remoção.Caso a serpente entre em uma residência, o procedimento recomendado é isolar o cômodo e manter portas fechadas, além de retirar pessoas e animais domésticos e manter vigilância do local onde o animal está, sem se aproximar.Caso não seja possível observar o animal sem ficar muito perto dele, por exemplo, em cômodos pequenos, locais com móveis apertados ou espaços onde a serpente possa estar parcialmente escondida, a orientação é se afastar imediatamente e aguardar do lado de fora, mantendo o local isolado.





