A campanha massiva de bombardeios de Israel contra o Líbano, que em um dia matou, ao menos, 303 pessoas, não é capaz de conquistar resultados militares para Tel-Aviv na guerra contra o grupo político-militar Hezbollah. A avaliação é do oficial da reserva da Marinha brasileira capitão Robinson Farinazzo.
“É difícil saber se eles estão conseguindo atingir as estruturas do Hezbollah. O Hezbollah camufla muito bem seus equipamentos, que são bastante espalhados. Eu acho que é mais uma campanha para impactar a população civil do Líbano”, avalia.
O especialista militar, que preside o Instituto de Altos Estudos de Geopolítica, Segurança e Conflitos (Gsec), disse que Israel não consegue destruir o Hezbollah, como anuncia como objetivo das campanhas.
“Israel não vai acabar com o Hezbollah e acho que eles sabem disso. Pode ser desespero do [Benjamin] Netanyahu [primeiro-ministro de Israel] porque ele sabe que o [Donald] Trump [presidente dos Estados Unidos] está numa situação difícil e pode ser retirado do conflito, mas ele não acha que essa campanha vai ter resultados militares”, disse.





