Gustavo Noleto contou que a jovem era natural da cidade e tinha planos de se formar para atuar na área do direito.
“Ela era uma moça muito estudiosa e inteligente, tinha o sonho de terminar a faculdade de Direito. Tinha um futuro todo pela frente. É uma perda muito grande para todos nós”, lamentou o primo.
Os corpos foram recolhidos pelo Instituto Médico Legal (IML), passaram por exames de necropsia e foram liberados. A jovem foi sepultada na tarde desta quinta-feira. O caso segue sob investigação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Condenação do padrasto em 2009
Documentos da Justiça obtidos pela TV Anhanguera confirmam que Ivano Vaz Cunha foi condenado a 35 anos de prisão em regime fechado pelo homicídio de uma jovem, que seria sua enteada, em 2009. Ele teria progredido para o regime aberto e, em 2024, passou a utilizar monitoramento eletrônico.
Sobre a situação do monitoramento eletrônico, a Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju) informou que Ivano Vaz Cunha cumpria a medida conforme determinação do Poder Judiciário. Por decisão da Justiça, o reeducando foi autorizado a exercer trabalho externo e a se deslocar por todo o estado para o desempenho de suas atividades profissionais. (Leia nota na íntegra abaixo).
Íntegra da Seciju
Em relação ao caso do custodiado Ivano Vaz Cunha, a Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju) esclarece que seu monitoramento eletrônico cumpria determinação do Poder Judiciário. Por ordem da Justiça, o reeducando obteve o benefício do trabalho externo para atuar no setor de vendas, o que o autoriza a deslocar-se a trabalho por todo o território do Estado. Como obrigações fixadas pela decisão judicial, ele recolhia-se em sua residência durante o período noturno e comunicava previamente qualquer viagem interestadual.
A Seciju ressalta que todas as inconsistências e violações de regras registradas pelo sistema de tornozeleira eletrônica foram devidamente verificadas pela Polícia Penal e informadas de maneira imediata ao Poder Judiciário.
A pasta reforça que a aplicação de punições, a perda de benefícios ou o retorno do preso ao regime fechado são prerrogativas exclusivas dos juízes da execução penal. A secretaria atua estritamente na fiscalização técnica e no cumprimento das ordens judiciais, mantendo o acompanhamento rigoroso de todos os monitorados.
Por fim, a secretaria informa que a Unidade Penal de Araguaína está operando regularmente e recebendo custodiados normalmente, dentro de sua capacidade operacional.





