Operação apura supostos crimes de calúnia, difamação, injúria e perseguição contra pároco e líder religioso de Barra do Garças
A delegacia de Barra dos Garças, no Mato Grosso — Foto: Divulgação / PCMT A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a Operação Veritas para investigar uma série de ataques e atos de perseguição contra um pároco e líder religioso de Barra do Garças, município localizado a cerca de 500 quilômetros de Cuiabá. A ação resultou no cumprimento de um mandado de busca e apreensão na capital mato-grossense.
Segundo a Polícia Civil, a investigação apura a suposta prática dos crimes de calúnia, difamação, injúria e perseguição. O caso é conduzido pela 1ª Delegacia de Polícia de Barra do Garças, que reuniu elementos considerados suficientes para solicitar medidas cautelares à Justiça.
As diligências tiveram início após o registro de uma representação criminal relatando a continuidade de publicações e comunicações direcionadas a integrantes de uma instituição religiosa da cidade, mesmo após o encerramento formal de procedimentos anteriores relacionados ao caso.
De acordo com as investigações, os conteúdos considerados ofensivos e acusatórios teriam sido disseminados por meio de aplicativos de mensagens, redes sociais, listas de transmissão, e-mails e outros canais digitais. As mensagens teriam sido encaminhadas a membros da comunidade religiosa, autoridades e veículos de comunicação.
Durante a apuração, a Polícia Civil ouviu vítimas e testemunhas, além de reunir documentos, capturas de tela, registros digitais e publicações em redes sociais. Também foram elaborados relatórios técnicos voltados à preservação de provas eletrônicas consideradas relevantes para o inquérito.
O delegado Adriano Marcos Alencar afirmou que a medida foi necessária para evitar a perda de provas importantes para a investigação, que mostra atuação reiterada por meio de diferentes canais de comunicação digital.
— Entre os fatores avaliados estavam o risco de exclusão de conteúdos, apagamento de mensagens e eventual perda de informações armazenadas em dispositivos eletrônicos. Ao analisar o pedido, o Judiciário reconheceu a existência de elementos suficientes para autorizar a realização da busca e apreensão, destacando a necessidade de preservação de possíveis provas digitais relacionadas aos fatos investigados. A decisão judicial também ressaltou a possibilidade de que dispositivos eletrônicos pudessem conter registros relevantes para a elucidação do caso — declarou.
Todo o material recolhido durante a operação será submetido à análise técnica e pericial. A expectativa é que os exames contribuam para aprofundar as investigações e identificar eventuais responsabilidades criminais.
A Polícia Civil informou que as diligências prosseguem e que o procedimento será encaminhado às autoridades competentes após a conclusão das investigações e o esclarecimento dos fatos.
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