Nas imagens, os dois cães avançam contra o animal, chamado Dom Dom, que não resistiu aos ferimentos. Segundo a família, ele era companheiro da tutora, uma idosa de 78 anos, que ficou abalada com a morte do cachorro.
A Secretaria Municipal de Proteção e Bem-Estar Animal informou que tomou conhecimento do caso por meio das redes sociais, mas afirmou que não recebeu denúncia formal pelos canais oficiais. (Leia a íntegra abaixo).
Já a Secretaria da Segurança Pública do Tocantins informou que, até o momento, a ocorrência não chegou ao conhecimento da Polícia Civil.
Cachorro era companheiro de idosa
A filha da tutora, Assenaity Lanne, contou ao g1 Tocantins que o cachorro tinha o hábito de sair sozinho para pequenas voltas na rua e retornava logo em seguida.
“Minha mãe sempre abria o portão para ele dar uma voltinha ali na frente. Ele saía e voltava. Na hora em que aconteceu isso, ele tinha saído para dar uma dessas voltas. No vídeo, dá para ver que ele já estava voltando e quase em frente de casa”, explicou. Cachorro de pequeno porte morreu após ser atacado por dois pitbulls.
Segundo a filha, Dom era muito querido pela família e pelos vizinhos.
“Minha mãe está muito abalada. A companhia dela era esse cachorro. Ela passava o dia todo brincando com ele. A vizinha também gostava muito dele, passava perfume nele e cuidava dele. O xodó delas era esse cachorro”, disse.
Assenaity também demonstrou preocupação com a possibilidade de ataques a pessoas.
“Não é só criança ou idoso. Poderia ser qualquer pessoa. Ninguém tem força para se defender de dois pitbulls. Esse não é o tipo de cachorro para andar solto. Se o dono quer sair com eles, deveria colocá-los pelo menos na coleira”, afirmou.
A identidade dos responsáveis pelos cães não havia sido confirmada até a última atualização desta reportagem.
O que diz a Prefeitura de Palmas
A Secretaria Municipal de Proteção e Bem-Estar Animal informou que tomou conhecimento das imagens que circulam nas redes sociais, mas destacou que não houve registro formal da ocorrência pelos canais oficiais do município.
Segundo a pasta, a tutora do animal pode registrar boletim de ocorrência e formalizar a denúncia por meio da Ouvidoria Municipal ou pelo telefone 153.
O órgão informou ainda que, caso os responsáveis pelos cães sejam identificados, eles poderão responder administrativamente por infrações previstas na legislação municipal relacionadas à guarda irresponsável e à falha na contenção dos animais.
A pasta ressaltou que a circulação de animais desacompanhados em vias públicas não é permitida e que os tutores são responsáveis por adotar medidas para evitar riscos a pessoas, a outros animais e aos próprios cães.
Caso não chegou à Polícia Civil
A família informou que buscou orientações sobre como proceder após o ataque, mas ainda tenta identificar oficialmente o tutor dos animais envolvidos. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que, até o momento, o caso não chegou ao conhecimento da Polícia Civil.
Mari Silva é integrante do programa de estágio entre o Grupo Jaime Câmara e Universidade Federal do Tocantins (UFT), sob supervisão de Edson Reis.





