O g1 pediu posicionamento da defesa de Rejane, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.
Lindiana Mendes da Silva, irmã de Rejane, foi condenada a um ano de prisão por ter ajudado na ocultação do cadáver. O g1 tenta contato com a defesa dela. Nas redes sociais, o advogado de Lindiana comentou que o resultado não foi justo e que irá recorrer.
As irmãs foram a júri popular na terça-feira (16). A audiência teve início às 8h na 1ª Vara Criminal de Araguaína e a sentença foi proferida às 21h30 pelo juiz Carlos Roberto de Sousa Dutra.
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Relembre o crime
Conforme a Polícia Civil, Rejane tinha um relacionamento extraconjugal com o empresário, mas ele queria terminar e reduzir o valor de um auxílio que, supostamente, era pago a ela. A mulher não concordou com a decisão da vítima e os dois iniciaram uma discussão sobre o valor do auxílio. Ela foi presa no dia 12 de julho.
“Fui na cozinha, peguei água para ele e vi a faca. Aí falei assim ‘tá perdido mesmo pra mim. Vou terminar o que tinha pra fazer’, aí matei ele. Eu achava que matando ele ia desfazer do corpo e ninguém ia ficar sabendo. E ele saindo machucado, tinha a possibilidade de passar na polícia e falar que fui eu”, contou.
“Ele pensou que eu fosse libertar ele. ‘Corta, minha filha, essas cordas, eu te perdoo’. No lugar de cortar as cordas [com a faca] eu enfiei na garganta dele, calada. Nem falei que ia matar ele”, disse Rejane em depoimento.
As investigações apontaram que a suspeita pediu a uma terceira pessoa que retirasse o carro do empresário da casa dela. Uma câmera de segurança registrou o momento em que o veículo foi deixado em um terreno baldio na noite de 9 de julho.
Rejane contou em depoimento que se desfez das joias e do celular da vítima, além de ter chamado a própria irmã para ocultar o corpo. O carro da irmã saiu da casa de Rejane na manhã do dia 10. Segundo os investigadores, possivelmente o corpo do empresário estava dentro do veículo.
Local onde corpo foi localizado em Araguaína — Foto: Divulgação/Bombeiros





