Condutor de moto aquática suspeito de causar morte de estudante no TO tem prisão convertida em preventiva
Segundo a polícia, a estudante morreu na noite do último sábado (27), após o barco em que estava ser atingido por uma moto aquática em alta velocidade, na Praia de Araguanã, região norte.
A Justiça converteu em preventiva a prisão de Jairam Martins da Costa, suspeito de pilotar a moto aquática que colidiu e matou a estudante Ana Luisa Lemes.
A defesa de Jairam considerou a prisão desnecessária. A advogada alegou que a dinâmica da colisão ocorrida no sábado (27) é nebulosa e aguarda a perícia.
A polícia informou que Jairam apresentava sinais de embriaguez e recusou o bafômetro. Ele não possui habilitação e navegava à noite, período em que é proibido.
Jovem morre após ser atingida por moto aquática no Rio Araguaia
Por telefone, a defesa de Jairam Martins da Costa afirmou que a manutenção da prisão é “desnecessária” e baseada em fundamentos “superficiais”. Segundo a advogada, medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, seriam suficientes para o caso. A defesa sustenta que a dinâmica da colisão ainda é “nebulosa” e informou que aguarda o resultado da perícia técnica para se manifestar novamente.
De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar, ao qual o g1 teve acesso, a batida ocorreu durante a noite, período em que a navegação de motos aquáticas é proibida pelas normas da Marinha do Brasil. Testemunhas e policiais que atenderam à ocorrência relataram que Jairam Martins da Costa apresentava sinais visíveis de embriaguez, como odor etílico e dificuldade na fala, mas ele se recusou a fazer o teste do bafômetro.
Ana Luísa Lemes Lopes, de 19 anos era estudante de fisioterapia — Foto: Arquivo Pessoal/Lucas Felipe Lemes Lopes
A investigação da Polícia Civil aponta que o suspeito não possuía habilitação de motonauta para conduzir a moto aquática e que o acidente ocorreu durante a noite, período em que a navegação desse tipo de embarcação é proibida. Ele foi autuado em flagrante por homicídio doloso (quando há intenção ou se assume o risco de matar) e por conduzir embarcação sem habilitação em águas públicas.
O g1 procurou a Marinha para saber se a corporação acompanha a investigação do caso, mas, até a última atualização desta reportagem, não havia obtido resposta.
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