Ancelloti projeta novo perfil para Martinelli e Neymar entra no radar como trunfo no “mata-mata”
Gabriel Martinelli é o mais cotado para substituir Paquetá no jogo contra a Noruega — Foto: Rafael Ribeiro / CBF A ausência de Lucas Paquetá, machucado, mexe com o desejo de Carlo Ancelotti de repetir com Gabriel Martinelli o sucesso já alcançado com outros jogadores. De Andrea Pirlo, no Milan, transformando o então meia-atacante num líbero no início deste século, a Vinicius Júnior, que com a chegada do treinador ao Real Madrid ganhou liberdade para ser também um meia-atacante centralizado. Mas há diversos outros casos. No mesmo Milan de Pirlo, por exemplo, lá no início do século, Ancelotti transformou Kaká em segundo atacante, e fez do então volante Seedorf um camisa 10. E no Real de Vini Jr, fez de Bellingham um “falso nove” e de Valverde um “falso lateral-direito”. Ou seja: ampliar as versões dos jogadores é uma de suas especialidades.
Isso, no entanto, não quer dizer que o treinador esteja decidido a iniciar o confronto com a Noruega, na tarde deste domingo (5), em Nova Jersey, pelas oitavas-de-final da Copa do Mundo, com o atacante do Arsenal na vaga aberta pela lesão na coxa do jogador do Flamengo. Porque Ancelotti, como já escrevi neste espaço, faz revisão multidisciplinar antes de expor suas convicções. E se perceber, por exemplo, que com volante Danilo Santos, do Botafogo, o time estará mais confortável para iniciar o duelo, este será o escolhido. A opção, portanto, é pontual. É certo que os dois participarão do jogo. A dúvida é com quem a seleção iniciará a partida que decide a primeira parte do plano de voo elaborado pela cúpula do departamento de seleções da CBF.
Sim, porque num primeiro momento, em função do ciclo acidentado da era Edinaldo Rodrigues na presidência da entidade, com três treinadores entre 2023 e 25, o que se espera do trabalho de Ancelotti é que a seleção brasileira não caia antes das quartas-de-final. Nas últimas cinco edições, desde o penta, o Brasil chegou pelo menos até ali. Sendo que no “terrível” 2014 foi até às semifinais. A segunda parte do plano estratégico é colocar o futebol pentacampeão do mundo entre os quatro semifinalistas. E o último, evidentemente, é a conquista da sexta estrela. França e Marrocos já garantiram presença nas quartas e vão se enfrentar por vaga nas semis. Nos bastidores da seleção, a percepção geral é de que o time está subindo na escala da competitividade, física, técnica e emocionalmente.
Neymar e Ancelotti juntos no treino da seleção brasileira — Foto: Rafael Ribeiro / CBF E à reboque deste crescimento competitivo, o reaparecimento de Neymar como peça estratégica para o segundo tempo já é visto como trunfo. Dez dias após seu retorno à seleção nos minutos finais contra a Escócia, o craque já é visto com outros olhos. O condicionamento físico já lhe dá condições de suportar os 90 minutos de jogo em alta intensidade e o desenvolvimento técnico demonstrado nos treinos tem animado Ancelotti. Tanto, que o italiano está convencido de que Neymar já tem condições de modificar cenários. E vai lança-lo no jogo, imaginando um possível aproveitamento até mesmo entre os titulares a depender do desempenho nesta partida. A conferir…
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