O Tocantins possui o maior déficit proporcional de policiais militares do Brasil, segundo os dados divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) em 2026. A 2ª edição do estudo “Raio-X das Forças de Segurança Pública do Brasil” mostra que, quando comparado o número de agentes na ativa com o que é determinado pela legislação estadual, a PM-TO tem o menor efetivo do país.
De acordo com o levantamento, a legislação estadual do Tocantins prevê um contingente de 9 mil policiais militares, mas o estado conta atualmente com apenas 3.145 agentes em exercício. Isso significa que apenas 34,9% das vagas criadas por lei estão efetivamente ocupadas.
A defasagem no Tocantins supera a de outros estados que também enfrentam dificuldades para completar seus quadros da Polícia Militar. No ranking do menor efetivo proporcional — relação entre o que a lei determina e o que existe de fato —, o Tocantins lidera com a pior porcentagem.
O estudo destaca que o baixo efetivo no Tocantins é um reflexo direto do que determina a própria legislação estadual, apontando uma distância crítica entre o planejamento previsto em lei e a realidade operacional.
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Menores efetivos do Brasil
Em números absolutos, o Tocantins também figura na lista dos menores contingentes policiais do país. Com 3.145 policiais militares na ativa, o estado está entre os três menores efetivos totais, ao lado do Acre (2.375) e de Roraima (2.490).
Segundo o FBSP, a taxa de policiais militares no Tocantins é de 2 agentes para cada 1.000 habitantes. Os dados revelam que, apesar de registrar o maior déficit em relação ao efetivo previsto nas legislações estaduais do país, o índice tocantinense supera a média nacional da PM nos estados, que é de 1,9 policial por 1.000 habitantes.
O número de agentes nas ruas em relação ao tamanho da população é superior ao de outros 10 estados, com uma taxa de cobertura maior até que a de São Paulo (1,8) e a do Paraná (1,4), por exemplo. Ainda conforme o estudo, isso indica que a baixa densidade populacional do Tocantins ajuda a compensar o baixo preenchimento das vagas previstas em lei.
No entanto, o estudo ressalta que a busca pelo “efetivo ideal” não deve considerar apenas a proporção de habitantes, mas também o planejamento institucional. Conforme o FBSP, fatores como geografia, turnos, logística e estrutura de apoio são indissociáveis e variam de acordo com as características de cada estado.
O g1 entrou em contato com o Governo do Tocantins para solicitar um posicionamento sobre o déficit no efetivo da Polícia Militar, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
Comparação entre o efetivo atual das PMs e a previsão definida em lei — Foto: Arte/g1





